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22 julho 2024 - 22:35

Miguel Franco de Sousa recandidata-se à Federação Portuguesa de Golfe: «Gosto de concluir os projetos»

Leia a entrevista a Record

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Miguel Franco de Sousa vai recandidatar-se a um terceiro e último mandato como presidente da Federação Portuguesa de Golfe. Em entrevista a Record, explica as suas principais motivações e quais os planos para o futuro da modalidade, sendo que regressar aos Jogos Olímpicos é um grande objetivo.

Leia a entrevista na íntegra:

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RECORD - Vai recandidatar-se um a terceiro e último mandato na Federação Portuguesa de Golfe. O que lhe fez avançar?

MIGUEL FRANCO DE SOUSA - Assumi desde a primeira hora que era um projeto a 12 anos, por considerar ser um período de tempo mais do que suficiente, além de ser imposto pela lei da limitação dos mandatos. Apresentei um programa a 12 anos ao golfe nacional, portanto não faria qualquer sentido, independentemente das circunstâncias pessoais, profissionais e até do golfe, assumi sempre desde a primeira hora que iria querer concluir um projeto que foi apresentado a 12 anos e, por isso, tomei a decisão há cerca de duas semanas de assumir de forma definitiva esse compromisso que tinha feito perante o golfe nacional, porque gosto de concluir os projetos, gosto de concluir aquilo a que prometo fazer e quando apresentei em 2016 como disse, a minha primeira candidatura, disse que seria um projeto a 12 anos.

RECORD - Quais são os principais desafios para o terceiro mandato?

MIGUEL FRANCO SOUSA - As circunstâncias obviamente foram mudando ao longo do tempo, vivemos numa permanente evolução. Primeiro há a registar ter concluído na plenitude tudo o que foi prometido em 2016 naquilo que tinha sido o nosso programa eleitoral, e agora obviamente vamos fazer um projeto não de continuísmo mas de continuidade. Portanto, pretendemos continuar a apostar muito na capacitação dos clubes de golfe nacionais, por forma a potenciar o crescimento, uma aposta também naquilo que são os treinadores de golfe, que permitem obviamente dar um contributo inestimável para o desenvolvimento desportivo e também tudo o que forem ações de divulgação da modalidade, como embaixadores, com o nosso programa '9 Semanas e Meia', que é o programa nacional de iniciação ao golfe, que foi uma aposta ganha, implementada há cerca de 3/4 anos.

RECORD - Mais medidas que possa adiantar?

MIGUEL FRANCO DE SOUSA - Vamos continuar a apoiar os clubes financeiramente que melhor trabalhos desenvolvam. Pretendemos também, ao nível do marketing e da comunicação, desenvolver novos programas para captar e novos jogadores para a modalidade, de forma a chegar a novos praticantes. E uma aposta muito clara nos atletas. Vai ser um grande foco na proposta que fazemos é no apoio aos atletas que estão vocacionados para alto rendimento. Portanto, não só jogadores como profissionais, por forma a aumentarmos a probabilidade de sucesso dos jogadores que estejam nos circuitos profissionais internacionais, seja o Challenge Tour ou o European Tour ou até outros circuitos satélites. Portanto, o nosso objetivo é continuar a capacitar o golfe nacional, para podermos fazer melhor o nosso trabalho e, depois do ponto de vista da Federação, apoiarmos muito claramente tudo aquilo que são treinadores e clubes que fazem o processo do desenvolvimento desportivo em particular com vista ao alto rendimento.

RECORD - A nível do alto rendimento em Portugal, o golfe tem vindo a evoluir?

MIGUEL FRANCO SOUSA - Tem vindo a evoluir substancialmente aliás. Na semana passada terminámos os dois campeonatos da Europa em homens e a sub-18. Em homens o nosso objetivo era mantermos na Divisão 1, o que conseguimos fazer ao bater a Irlanda no primeiro encontro do 'mata-mata', e ficámos na 12.ª posição em 16 equipas. Foi um excelente resultado, porque conseguimos bater a Irlanda no primeiro encontro e conquistar esse objetivo. Nos sub-18 estávamos a competir na Divisão 2 e tínhamos como objetivo ficar nas medalhas, e Portugal conquistou uma medalha de bronze. Portanto são dois fatores muito importantes que nos vão permitir trabalhar de uma forma muito diferente para 2025, porque sabemos que vamos estar a competir ao mais alto nível. Temos atletas no circuito europeu principal, como é o caso do Ricardo Melo Gouveia e do Pedro Figueiredo. Temos vários jogadores no Challenge Tour.Temos jogadores também em circuitos satélites. Portanto, o golfe de alto rendimento está bem mas precisamos fazer mais, apostar cada vez mais no nosso Open Portugal, de forma a assegurar a realização do mesmo e também a realizar outros tipos de eventos que nos permitam depois dar oportunidades de jogo aos nossos jovens profissionais e atletas amadores, para que possamos assegurar a presença dos jogadores portugueses no panorama internacional.

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RECORD - Os Jogos Olímpicos de Paris'2024 estão quase a começar e desta vez sem portugueses no golfe. Portugal regressar ao golfe em Los Angeles'2028 é um objetivo?

MIGUEL FRANCO SOUSA - É claramente um objetivo. Los Angeles'28 é um objetivo da Federação Portuguesa de Golfe. Obviamente que isto depende de um trabalho a montante, porque a qualificação é difícil. São muito poucos jogadores que participam nos Jogos Olímpicos mas em 2016 conseguimos fazê-lo com a presença do Filipe Lima e do Ricardo Melo Gouveia, fruto do projeto que de 2008, do qual eu fui gestor de projeto desde 2004, até 2010. E portanto é claramente um objetivo. Nós não queremos de forma alguma trilhar um caminho alheado do movimento olímpico, pese embora o golfe tenha acabado por fazer esse seu caminho de uma forma muito particular, em que os torneios do Grande Slam, os Majors, são torneios mais importantes que os Jogos Olímpicos, mas nós queremos efetivamente estar presentes nos Jogos Olímpicos, numa representação quer masculina quer feminina.

RECORD - O balanço até agora é positivo?

MIGUEL FRANCO SOUSA - Nós tivemos aqui um caminho que foi de muito sucesso e que nos permitiu estar hoje numa situação muito confortável para podermos assumir os próximos 4 anos com muito otimismo. Estamos e deixamos uma Federação no final deste ano excecionalmente confortável do ponto de vista financeiro, deixamos uma federação excecionalmente bem organizada, e estamos com uma Federação que vai ser capaz de fazer frente aos desafios que o golfe vai tendo. Há mais desafios pela frente, particularmente no que diz respeito ao ambiente. E aquilo que é o consumo de água nós vamos estar ao lado do CNIG, do Conselho Nacional da Indústria do golfe, para procurar formas de que o golfe seja cada vez mais sustentável e cada vez mais responsável na utilização dos recursos hídricos. Essa é também uma área importante de convergência com a indústria do golfe. Pretendemos trabalhar nestes próximos anos, e de forma colaborativa, apoiando clubes, treinadores, atletas, a indústria do golfe, apoiando iniciativas que sejam ambientalmente responsáveis para podermos ter uma modalidade cada vez mais sustentável e creio que esse será o nosso caminho. Estamos excecionalmente otimistas relativamente aos próximos anos e esperamos ter oportunidades e esperamos uma vez mais ter a confiança do golfe nacional em novembro e podermos concluir aquele que foi o projeto que começámos em 2017 e que como digo, eu sou uma pessoa que gosto de concluir projetos, não gosto de deixar os projetos a meio e quando assumi em 2016 esse projeto há 12 anos é nesse sentido que me candidato e com obviamente circunstâncias particulares e diferentes do que aquilo que era há uns anos atrás, mas que estamos convictos de termos uma equipa não só executiva mas também a nível dos órgãos sociais altamente capaz para fazer frente a este projeto.

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