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Miguel Gaspar ataca fase crucial com primeiro título profissional

Iniciou participação na Primeira Fase da Escola de Qualificação do European Tour

• Foto: Luís Mendes
Miguel Gaspar iniciou nesta terça-feira a sua participação na Primeira Fase da Escola de Qualificação do European Tour, a decorrer no The Players Cup, em Bristol, Inglaterra, poucos dias depois de conquistar o primeiro título da sua carreira profissional, na 37.ª edição do Open Pro-Am da Ilha Terceira.

O jogador de 26 anos, que este ano já tinha sido 2.º classificado num torneio andaluz do Alps Tour Golf (uma das terceiras divisões europeias), somou nos Açores 138 pancadas, 6 abaixo do Par, após duas voltas de 69, deixando o 2.º classificado, João Ramos, a 2 pancadas de distância.

«O torneio foi reduzido a duas voltas, pois no primeiro dia só conseguiram fazer três ou quatro buracos. Choveu muito e os greens, alagados, não tinham condições. A volta do primeiro dia foi anulada», explicou à Tee Times Golf Luís Mendes, da Associação de Golfe dos Açores.

O primeiro título não poderia ter vindo em melhor altura, pois trata-se do período mais importante do ano para Miguel Gaspar, que logo depois da Escola de Qualificação, regressa de Bristol para o Algarve, para jogar, pelo segundo ano seguido, o Portugal Masters, em Vilamoura.

Não poderia ter escolhido melhor local para a minha primeira vitória como profissional, senão em frente a todos aqueles que me viram crescer. Voltar ano após ano é incrível, mas voltar desta forma não há palavras. Obrigado a todos no Clube de Golfe da Ilha Terceira pelo carinho e vontade de ver-me vencer, isto é só o começo», escreveu nas redes sociais o jogador da Quinta da Ria, no Algarve.

À Tee Times Golf, Miguel Gaspar esclareceu: «O meu pai é militar da Força Aérea e foi colocado na Base das Lajes quando eu tinha sete anos. Comecei a jogar lá golfe com 9 anos e vivi na Terceira durante sete anos, até aos 14, quase 15».

A época de 2018 tem sido a melhor de sempre do profissional da "Chili Boy" e ele considera que o momento de viragem deu-se quando decidiu pedir ajuda ao antigo selecionador nacional, Sebastião Gil.

«A minha caddie e ao meu treinador são o principal motivo de toda a minha evolução nos últimos tempos. Agora é continuar. Há muitos mais objetivos a alcançar», acrescentou o golfista contemporâneo de Ricardo Melo Gouveia e de Pedro Figueiredo, com quem disputou o Campeonato do Mundo Amador (Eisenhower Trophy) ao serviço da seleção nacional da FPG. Foi sempre um dos melhores da sua geração, tendo mesmo ganho a Taça FPG, um dos Majors amadores nacionais.

Agora começa finalmente a dar cartas entre os profissionais e o cheque de 1.300 euros arrecadado nos Açores (de um total de 7.100 em jogo no torneio) servirá para ajudar as despesas desta semana em Bristol.
Por Hugo Ribeiro
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