Pedro Figueiredo queria mais em Omã e no Qatar

Português passou o terceiro cut da época em Doha mas terminou em 66.º

O regresso da elite do golfe nacional ao European Tour após uma paragem de um mês e meio não foi auspiciosa. Depois de dois eventos disputados no Medio Oriente, Pedro Figueiredo, Ricardo Santos e Filipe Lima ficaram mais longe do top-110 da Corrida para o Dubai que previsivelmente irá manter-se no final da época na primeira divisão do golfe profissional europeu.

Este cenário é ainda mais negro se acrescentarmos que o Open do Quénia foi cancelado devido aos efeitos da expansão do contágio do Covid-21 na saúde mundial, sendo esse um torneio onde os três portugueses poderiam somar mais alguns pontos no ranking do European Tour.

Nas duas últimas semanas decorreram o Open de Omã e o Masters do Qatar e só Pedro Figueiredo logrou passar o cut em Doha, mas o próprio ex-campeão nacional considerou que não atingiu os objetivos desejados, embora, paradoxalmente, sinta que melhorou alguns aspetos importantes do seu jogo, nos setores da preparação física e do swing.

No Oman Open, realizado no Al Mouj Golf, em Mascate, com 1,5 milhões de euros em prémios monetários, os resultados dos portugueses foram os seguintes:

86.º (empatado) Pedro Figueiredo, 146 (70+76), +2

110.º (empatado) Filipe Lima, 148 (77+71), +4

124.º (empatado) Ricardo Santos, 150 (78+72), +6

No Commercial Bank Qatar Masters, no Education City Golf Club, em Doha, com 1,5 milhões de euros em prémios monetários, os resultados dos portugueses foram os seguintes:

66.º (empatado) Pedro Figueiredo, 284 (70+71+71+72), Par, €2.982,01

115.º (empatado) Ricardo Santos, 146 (73+73), +4

Depois destes dois torneios, a situação dos portugueses na Corrida para o Dubai passou a ser a seguinte:

Pedro Figueiredo era o 169.º classificado antes destes eventos no Médio Oriente e caiu para 174.º; Ricardo Santos era o 221.º e tombou para 228.º; Filipe Lima continua a não passar cuts e por isso não aparece no ranking do European Tour de 2020.

Pedro Figueiredo, a jogar a sua segunda época consecutiva no European Tour, tem-se cotado como o melhor português esta época, mesmo que no ranking mundial seja apenas o 6.º melhor português, atrás do n.º1 nacional Ricardo Santos, perseguido por Filipe Lima, Stephen Ferreira, Ricardo Melo Gouveia e Tomás Silva.

A Tee Times Golf, em exclusivo para Record, conversou na manhã desta segunda-feira com o profissional da Navigator, que explicou o que fez durante a paragem forçada de seis semanas e como analisou este seu regresso à competição.

Record (R) – Durante quase dois meses não pudeste jogar por não teres entrada em alguns torneios do European Tour. O que fizeste nesta paragem forçada? Vi um tweet teu em que falavas de ter feito um intenso trabalho físico. E do ponto de vista técnico?

Pedro Figueiredo (PF) – Estive seis semanas sem torneios. Em três delas não joguei golfe. Foram três semanas para descansar por, não ter parado entre uma época e outra (terminou a Escola de Qualificação em novembro e nesse mesmo mês começou o European Tour de 2020). Por isso usei este tempo como pré-temporada, com três semanas de descanso e depois com três semanas a treinar física e tecnicamente. Fiz muito trabalho de ginásio e também trabalhei no swing com o meu treinador, que esteve alguns dias em Portugal para estarmos juntos. Sinto que estou no bom caminho. Essa paragem foi importante, estava a precisar, não só de descansar, mas também de melhorar algumas coisas.

R – Estes três primeiros meses de European Tour de 2020 não estão a ser fáceis para os portugueses. É verdade que passaste três cuts em cinco torneios, mas estou seguro de que desejavas um pouco mais antes de no verão jogarem-se as provas mais complicadas.

PF – É verdade que em cinco torneios passei três cuts, e falhei um cut por 1 pancada e outro por 2. Portanto, sinto que não tenho jogado mal, que o jogo tem sido bastante consistente, mas o putt não me tem deixado fazer melhores resultados. Esta semana no Qatar foi um bom exemplo disso. Estatisticamente perdi 8 pancadas em relação à média (Em 2020, ‘Figgy’ é apenas o 178.º jogador em média de putts por volta-30,3 e em putts por green em regulação-1,8). Portanto, se tivesse ‘patado’ na média teria ficado com -8, se tivesse ‘patado’ bem iria, se calhar, conseguir um resultado bastante positivo. Tem sido o putt a impedir-me de fazer resultados de acordo com o que sinto que tenho jogado do tee ao green.

R – Como avalias as tuas prestações nestes dois torneios, em Omã e no Qatar?

PF – Ficaram aquém das minhas expectativas. Falhar o cut em Omã e passar o cut no Qatar, mas terminar na parte de baixo da classificação de quem passou o cut… estava à espera de fazer melhor.

R – Para a Tee Times Golf é sempre importante perceber as condições de jogo em cada torneio. Conta-nos um pouco sobre as condições meteorológicas e condições dos campos? No ano passado tinhas passado o cut nestes dois torneios, pelo que conhece-los bem.

PF – Foram dois torneios em que o tempo esteve impecável, um bocadinho de vento em ambos, mas nada de especial. São dois torneios em que sinto que o meu jogo se adapta muito bem aos campos por serem duros, com a bola a rolar muito, nos quais é preciso um bom shot ao green, que é o meu ponto forte. São dois campos de que gosto bastante e onde sinto que posso fazer bons resultados, o putt é que não o permitiu.


Se não houver mais cancelamentos de provas devido ao Covid-19, o próximo torneio do European Tour deverá ser o Hero Indian Open, de 1,5 milhões de euros em prémios monetários, de 19 a 22 de março, no DLF Golf & Country Club, em Nova Deli. Ricardo Santos nem se inscreveu, enquanto Pedro Figueiredo e Filipe Lima estão muito fora da lista de entradas diretas na prova.


Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

Por Hugo Ribeiro
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