Plano de Reabertura de Instalações de Golfe rejeita convívio social

Tocar em ancinhos e bandeiras é proibido e jogadores têm de distar dois metros entre si

A Federação Portuguesa de Golfe (FPG) enviou esta segunda-feira aos seus membros, designadamente aos clubes, um documento intitulado "Plano de Reabertura de Instalações de Golfe".

Está datado de 24 de abril, foi enviado ao Governo na sexta-feira passada e é o resultado de um trabalho conjunto com o Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG), a Associação de Gestores de Golf de Portugal (AGGP) e a Associação Portuguesa de Greenkeepers (APG), sendo assinado por essas quatro instituições.

Na terça-feira a agência Lusa entrevistou o presidente da FPG, Miguel Franco de Sousa, que explicou o que se pretendia com o documento e o Record deu conta dessas declarações nas suas edições impressa e online.


No entanto, não tem havido informação ao público sobre quais as medidas específicas propostas, no sentido de permitir que o golfe possa ser praticado em segurança, em pleno contexto de reabertura progressiva da vida social, em tempo de pandemia e de combate à COVID-19.

Por isso, a Tee Times Golf, em exclusivo para Record, traz-lhe esse manual de recomendações que o Governo irá levar em consideração antes de legislar sobre o assunto, sabendo-se que o secretário de Estado de Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, já manifestou a sua sensibilidade sobre a superior facilidade de retomar a atividade condicionada de modalidades desportivas individuais, praticadas ao ar livre e com pouco ou nenhum contacto entre os seus praticantes.

Note-se que trata-se de um documento aberto, portanto, uma base de trabalho que poderá sofrer as alterações que a Administração Central puder considerar necessárias.


O "Plano de Reabertura de Instalações de Golfe" declara ter como «objetivo a apresentação ao Governo de um conjunto de medidas que permitam a reabertura dos campos de golfe de forma condicionada, e com a maior brevidade possível».

O documento de 13 páginas foi o resultado de várias consultas, nacionais e internacionais, beneficiando de um diagnóstico feito pelo CNIG junto dos seus associados.

As quatro instituições que assinam o plano, sublinham que «todas as recomendações da DGS serão sempre consideradas prioritárias».

O projeto de retoma de atividade contempla duas fases, sendo que a primeira, para o mês de maio, prevê apenas a reabertura condicionada das instalações, por forma a permitir a prática da modalidade, sem a possibilidade da realização de quaisquer competições. 

Por exemplo, não se refere quaisquer utilizações de bares, restaurantes, balneários e procura-se que os jogadores estejam o mínimo de tempo possível nas instalações desportivas mal termine a sua prática, seja de treino, seja de jogo.

É na segunda fase, em junho, que abre-se a possibilidade de «competição local, nacional e internacional», e prevê-se a «reabertura condicionada das tais infraestruturas de apoio e o regresso às aulas de grupo», sobretudo as chamadas escolas das camadas jovens.

Atempadamente explicaremos que medidas são propostas para o mês de junho mas, para já, centremo-nos apenas nos detalhes do que se entende por Fase-1 de prática condicionada. De seguida, publicamos os excertos mais importantes dos pontos apresentados:


1 – Para quem pretenda jogar no campo, nota-se uma preocupação grande em não haver qualquer contacto entre jogadores, nem qualquer contacto comum com elementos do campo, como as bandeiras, os ancinhos e os cartões de jogo:

 

a)    Aceder à instalação desportiva tão próximo quanto possível da hora de início da prática desportiva, e abandonar a instalação assim que ela seja concluída.

b)    Respeitar as regras de distanciamento social, mantendo, em todas as ocasiões, 2 metros de distância de outros praticantes e/ou funcionários da instalação.

c)     Não partilhar equipamento durante a prática desportiva (nomeadamente, tees, bolas, pitch repair ou ball marker).

d)    Não limpar tacos, trolleys ou sapatos de golfe no espaço da instalação desportiva.

e)    Remover os ancinhos de todos os bunkers. Os praticantes devem alisar os bunkers usando os pés ou o taco.

f)      Não permitir que o praticante retire ou segure a bandeira no green. As Comissões Técnicas podem optar por retirar todas as bandeiras do campo de golfe.

g)    Não permitir a troca de cartões de resultados entre praticantes. Os praticantes poderão marcar no cartão os seus próprios resultados.

h)    Permitir a devolução dos cartões de resultados à Comissão Técnica em formato eletrónico (por exemplo, fotografia do cartão de jogo ou utilização de aplicativo).

I)                Manter abertas, com adequadas práticas de higienização, as instalações sanitárias localizadas ao longo do percurso de golfe (não bastando cumprir os horários habituais de limpeza estipulados anteriormente).

 

2 – Para quem pretenda praticar nas zonas de treino e aquecimento:

 

a)    Delimitar e assinalar a área de treino dispo nível para cada praticante, garantindo o cumprimento das regras de distanciamento social. No driving range, recomenda-se o mínimo de uma baia de segurança entre cada baia utilizada.

b)    Remover bandeiras e ancinhos das zonas de treino.

c)     Garantir a higienização de cestos bolas de treino e fichas de dispensador de bolas.

d)    Garantir condições e meios que permitam a desinfeção periódica das mãos pelos utilizadores nos principais pontos de contacto nas zonas de aquecimento/treino.

 

3 – Para quem pretenda treinar acompanhado de um treinador:

 

a)    As instalações desportivas podem abrir as zonas de treino para treinos até dois praticantes.

b)    Treinador e praticante devem manter o distanciamento social em todos os momentos e fazer uso de máscara cirúrgica ou equipamento de proteção individual semelhante.

c)     O treinador deve assegurar que todo o equipamento desportivo necessário à sessão de treino está devidamente higienizado.

d)    O treinador deve marcar sessões de treino com um intervalo mínimo de ¼ hora, para que se proceda à higienização do equipamento de golfe a utilizar.

e)    O treinador deve receber o(s) praticante(s) antes da hora marcada para a sessão de treino, preferencialmente na zona de receção das instalações de golfe, para poder enquadrar e ajudar o(s) praticante(s), evitando-se assim, o possível contacto direto deste(s) com outras utilizadores da instalação desportiva.

 

4 – Para quem pretender aceder à Clubhouse (sede) e para quem trabalhar no interior da Clubhouse:

 

a)    Garantir a adoção das recomendações da DGS em todos os espaços da Clubhouse.

b)    Apenas os funcionários, praticantes e treinadores podem frequentar a instalação desportiva

c)     Fechar todas as instalações sociais não relacionadas com as atividades abertas.

d)    Garantir a desinfeção do material de aluguer.

e)    Não permitir a partilha pelos praticantes de buggies e trolleys de aluguer, e garantir a desinfeção dos mesmos após cada utilização.

f)      Encerrar o serviço de arrumação de tacos e equipamento.

g)    Não permitir a utilização de balneários.

h)    Sugerir a utilização pelos praticantes do modo de pagamento eletrónico.

i)      Garantir condições e meios que permitam a desinfeção periódica das mãos pelos utilizadores nos principais pontos de contacto na Clubhouse.

j)      Assegurar a limpeza frequente de superfícies que são tocadas, designadamente wc’s, puxadores, corrimãos, mobiliário, teclados e ecrãs.

 

O documento apresentado pelas quatro instituições ao Governo prevê ainda nesta primeira fase os protocolos que devem ser seguidos na «manutenção de exteriores e dos campos de golfe», bem como da política de comunicação dos clubes e campos, mas esses são capítulos menos interessantes para o praticante habitual.

Por Hugo Ribeiro
1
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Golfe

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0