Portugal Masters e Open de Portugal sem público nem Pro-Am

O torneio de Vilamoura diminuiu os prémios para um milhão de euros, o evento de Óbidos elevou-os para 500 mil

• Foto: Getty Images

O European Tour anunciou que não será permitida a presença de público em geral nas edições do Portugal Masters e do Open de Portugal at Royal Óbidos, uma medida que vai ao encontro das normas do Programa de Saúde e Segurança do European Tour para a COVID-19. Com efeito, desde que se retomou a Corrida para o Dubai de 2020 que todos os torneios têm sido disputados à porta fechada.

Entretanto, a Tee Times Golf, em exclusivo para Record, soube também que nenhum dos torneios irá organizar o popular Pro-Am, impedindo os convidados dos patrocinadores e da organização da habitual jornada de confraternização com os profissionais.

Uma decisão compreensível porque os convidados amadores não estão integrados na ‘bolha’ do European Tour, poderiam ser assintomáticos e qualquer jogador infetado é imediatamente desqualificado da prova.

Organizar o torneio à porta fechada tem um impacto negativo nas finanças dos torneios. No ano passado, por exemplo, o Portugal Masters ultrapassou os 37 mil espectadores em cinco dias, enquanto o Open de Portugal atrai cerca de mil pessoas por jornada, havendo alguns dias com o dobro disso.

No seguimento do que está a ser o procedimento habitual em contexto de pandemia, o European Tour optou por cortar no total de prémios monetários e o Portugal Masters voltou a sofrer uma quebra significativa pelo segundo ano seguido, fixando-se agora em um milhão de euros. A prova nasceu em 2007 com três milhões e no ano passado já caíra para 1,5 milhões.

Pelo contrário, o Open de Portugal at Royal Óbidos elevou o seu montante de 200 mil euros em 2019, quando era só uma prova do Challenge Tour, a segunda divisão europeia, para meio milhão de euros este ano, de modo a poder reintegrar de forma simultânea os calendários do Challenge Tour e do European Tour (a primeira divisão).

Em teoria, a quebra de prémios poderá levar a uma lista de inscritos menos valiosa, mas não foi isso que verificou-se no ano passado e não é expectável que venha a suceder este ano. Em situação de crise, os jogadores, mesmo os mais conceituados, têm compreendido as dificuldades que o European Tour tem enfrentado com a pandemia e têm participado nos eventos, até porque durante alguns meses não puderam trabalhar.

Os fãs que adquiriram ingressos para o Portugal Masters, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, de 10 a 13 de setembro, serão contactados diretamente para tomarem conhecimento do procedimento correto para o devido reembolso. O evento será apenas acessível a um número muito limitado de convidados dos patrocinadores.

O Portugal Masters é um dos torneios fixos do European Tour desde o seu nascimento em 2007. Quanto ao Open de Portugal at Royal Óbidos, foi confirmado no passado mês de julho que iria regressar ao calendário do European Tour, com o estatuto de ‘dual ranking’, integrando simultaneamente o programa competitivo do Challenge Tour.

Disputado no Royal Óbidos Spa & Golf Resort, o Open de Portugal decorre de 17 a 20 de setembro e conclui o ‘Iberian Swing’ que inicia-se com o Estrella Damm N.A. Andalucia Masters em Espanha (de 3 a 6 de setembro, em Valderrama) e prossegue com o Portugal Masters.

O European Tour regressou em julho com dois torneios de ‘dual ranking’ na Áustria, seguindo-se uma série de seis torneios no Reino Unido designada por ‘UK Swing’, numa lógica de ‘clusters’ regionais sempre que possível.

Ben Cowen, o ‘Deputy Chief Operating Officer’ do European Tour, disse: «Estamos encantados por regressarmos a Portugal para dois eventos consecutivos em setembro, integrados na redesenhada Race to Dubai de 2020. No entanto, é importante que nos mantenhamos zelosos no sentido de minimizarmos os riscos na ‘bolha’ de cada um dos nossos torneios. Essa foi a razão que levou-nos a persistirmos na decisão de continuarmos a realizar os nossos torneios à porta fechada. Neste momento, não estamos em situação de podermos acolher espectadores, quer no Portugal Masters, quer no Open de Portugal at Royal Óbidos».

"Agradecemos aos adeptos que manifestaram o seu interesse em estarem presentes nestes eventos e desejamos podermos recebê-los no futuro. Agradecemos igualmente aos nossos parceiros por tornarem estes eventos possíveis – o Dom Pedro Hotels and Golf Collection, o Royal Óbidos Spa & Golf Resort, a Federação Portuguesa de Golfe e o Turismo de Portugal", acrescentou o dirigente do European Tour.

Miguel Franco de Sousa, o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, chamou a atenção para a série de torneios de golfe importantes que Portugal irá organizar em semanas consecutivas em setembro e para o seu impacto positivo no turismo.

"Estamos muito satisfeitos por voltar a ter o Open de Portugal no calendário do principal circuito profissional europeu, o que revela-se de extrema importância, numa altura em que é fundamental reconquistar a confiança de todos aqueles que visitam Portugal para jogar golfe. Por outro lado, estamos perante um período de competição intensa para os jogadores portugueses, pois terão a oportunidade de competir três semanas seguidas em solo nacional – no Portugal Masters, no Open de Portugal at Royal Óbidos e no Campeonato Nacional Absoluto – AUDI, no Oporto Golf Club, em Espinho", disse Franco de Sousa.

Entretanto, a FPG não quis comentar sobre a eventualidade do Governo vir a autorizar a afluência de público aos espetáculos desportivos, dadas as recentes pressões do futebol para que os espectadores possam voltar aos estádios. Uma eventual permissão para o futebol poderia ser expansível a outras modalidades e o golfe é das mais seguras por permitir o necessário distanciamento físico. Só para dar um exemplo, o Dom Pedro Victoria Golf Course estende-se por 90 hectares.

Todos os torneios que integram o calendário retificativo de 2020 estão sujeitos ao Programa de Saúde e Segurança do European Tour, desenvolvido pelo responsável máximo do Departamento Médico (‘Chief Medical Officer’), o Dr. Andrew Murray, com a consultoria da Cignpost, especializada em saúde pública, tendo recebido ainda contribuições dos sistemas de saúde de mais de 30 países de torneios por onde passa o European Tour.

Estes torneios serão também abrangidos pela nova iniciativa ‘Golf for Good’ do European Tour, que visa apoiar as comunidades locais por onde o Circuito Europeu passa, homenageando os verdadeiros heróis, como elementos-chave da linha de frente, ao mesmo tempo que pretende-se promover os benefícios para a saúde da prática do golfe.

 
Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimesgolf.pt) para Record

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