Ricardo Melo Gouveia e Vítor Lopes sonham alto em Cádiz

Ricardo quer apurar-se para a Grande Final, Vítor deseja subir ao Challenge Tour

Ricardo Melo Gouveia e Vítor Lopes iniciam nesta quinta-feira o "Swing" Espanhol do Challenge Tour com objetivos bem diferentes – enquanto o campeão nacional absoluto procura qualificar-se para a Grande Final em Palma de Maiorca, o "herói" do último Open de Portugal tem os olhos na missão quase impossível de ascender à segunda divisão europeia em 2021.

O Challenge Tour de 2020 conclui-se nas próximas três semanas em Espanha. Na quinzena que agora começa, a segunda divisão europeia estará sediada em Cádiz, com dois torneios consecutivos, ambos no Iberostar Real Club de Golf Novo Sancti Petri, cada um dotado de prémios monetários no valor de 200 mil euros.

Em ambiente de pandemia, os circuitos europeus continuam a preferir manter-se num mesmo local para vários torneios, de modo a facilitar as chamadas bolhas sanitárias.

A primeira etapa será o Andalucía Challenge de España, que termina no próximo Domingo. Depois, de 11 a 14 de novembro, realiza-se o Andalucía Challenge de Cadiz; e o circuito encerra, de 19 a 22 de novembro, no T-Golf & Country Club, com a Challenge Tour Grand Final, em Maiorca, oferecendo 350 mil euros em prémios monetários.

Para um jogador qualificar-se para a Grande Final necessita obrigatoriamente de estar classificado entre os 65 primeiros da Corrida para Maiorca e depois integrar os 45 melhor classificados nesse ranking com disponibilidade para poderem viajar à ilha balear.

Ricardo Melo Gouveia é o atual 51.º classificado na "Road to Mallorca", pelo que tem muito boas hipóteses de subir ao top-45 e garantir o seu lugar na Grande final, um torneio que ele conquistou em 2015, quando disputava-se em Omã.

O campeão nacional absoluto está tão convicto das suas hipóteses que já perguntou ao pai, Tomás, se está disponível para viajar com ele a Palma de Maiorca para ser o seu "caddie". Devido à pandemia, não é possível ter-se caddies nos dois torneios de Cádiz, mas, em Maiorca, como são menos jogadores, os "caddies" serão autorizados.

O outro português com hipóteses de ascender ao top-45 e ir à Grande Final era Stephen Ferreira, 63.º na Corrida para Maiorca, mas o jogador residente no Zimbábue já foi autorizado a viajar à África do Sul e, assim sendo, regressou ao Sunshine Tour em outubro.

Aliás, nesta quarta-feira, Ferreira jogou a primeira volta do Time Square Casino Challenge, nos subúrbios de Pretória, e está no grupo dos 54.º classificados, após igualar o Par-72 do campo do Wingate Park Country Club.

O Andalucía Challenge de España conta com outro português para além de Ricardo Melo Gouveia, entre 96 participantes. Trata-se de Vítor Lopes, que recebeu um convite para os dois torneios de Cádiz, mas que não surge no ranking da segunda divisão europeia por ainda não ser membro deste circuito.

O que não quer dizer que não tenha nível para competir nele. Bem pelo contrário, há um mês, no Open de Portugal at Royal Óbidos, um torneio do European Tour de meio milhão de euros, liderou a prova nas três primeiras voltas e terminou num bom 7.º lugar.

Neste último mês, o algarvio de 24 anos encerrou a sua época no Alps Tour Golf com um 6.º lugar no Alps de Andalucía (11 abaixo do Par), outro 6.º posto (-7) no Alps Las Castillas e uma 16.ª posição (-3) no Italy Alps Open.

Foi, de longe, a melhor temporada de sempre de Vítor Lopes no Alps Tour Golf. Foi o 16.º na Ordem de Mérito de 2020, um progresso em relação ao 40.º lugar do ano passado; nos sete torneios que jogou terminou sempre com agregados abaixo do Par; fez três top-10's, outros três top-20 e só num torneio não ficou no top-20?

"Foi uma época positiva no Alps Tour. Já me sinto bastante mais confortável neste circuito do que no ano passado. O meu jogo curto também melhorou e infelizmente houve a pandemia. Sinto apenas que faltou-me uma vitória para poder dar-me uma esperança de garantir o cartão para o Challenge Tour", disse à Tee Times Golf em exclusivo para Record.

Tal como Tomás Bessa, que terminou o Alps Tour Golf no 14.º posto da Ordem de Mérito, Vítor Lopes tinha como grande objetivo em 2020 chegar ao top-3 desse ranking para ser premiado com a subida ao Challenge Tour em 2021.

No entanto, se Tomás Bessa já fechou a sua época internacional, Vítor Lopes tem ainda uma chance remota de ascender ao Challenge Tour. Graças aos dois convites para jogar em Cádiz, será promovido se ganhar um dos dois torneios.

"Vou ter os meus dois últimos cartuchos e vamos ver se consigo ainda ir ao Challenge Tour", afirmou, cheio de motivação.

«Sinto que o meu jogo está num patamar acima do ano passado e não é só desde o Open de Portugal. Já me sinto mais confiante à volta dos greens e sei que basta estar paciente. Claro que liderar três voltas no Open de Portugal deu-me outra confiança e com isso há meio caminho andado. Sinto que, em breve, virão coisas boas», prometeu o profissional da TaylorMade.

O Iberostar Real Club de Golf Novo Sancti Petri tem a curiosidade de ser o primeiro campo espanhol desenhado pelo saudoso Severiano Ballesteros e muitos críticos consideram-no o seu melhor desenho no seu país natal. Ora Vítor Lopes brilhou no Royal Óbidos, um percurso desenhado por… Seve Ballesteros. Será um bom prenúncio?

Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimesgolf.pt) para Record

Por Hugo Ribeiro
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