Ricardo Melo Gouveia motivado para os maiores torneios europeus

O primeiro de oito eventos de elite do European Tour disputa-se já esta semana

Ricardo Melo Gouveia (RMG) quer apostar forte este ano nos torneios da Rolex Series para evitar os sobressaltos da época transata, até porque, por enquanto, os Majors e os World Golf Championships têm-lhe estado vedados.

O primeiro desses oito eventos de elite do European Tour disputa-se já esta semana, de 24 a 27 de maio – o conceituado BMW PGA Championship, de 5,9 milhões de euros em prémios monetários, no West Course do Wentworth Club, em Inglaterra, nada longe da residência londrina do jogador português.

No final de 2017, RMG conseguiu quase por milagre e com muita tenacidade manter-se na primeira divisão do golfe profissional europeu, graças a um novo ranking criado no ano passado, a Access List, que só conta torneios menos importantes e exclui os Majors, os World Golf Championships e os Rolex Series.

O top-10 dessa Access List no final de cada época mantém-se no European Tour e foi o que aconteceu ao profissional da Quinta do Lago ao fechar 2017 em 9.º.

Se não fosse esse expediente, teria uma categoria inferior este ano, pois na Corrida para o Dubai foi apenas o 115.º de 2017 e só o top-100 garante o cartão para o ano seguinte.

Para 2018 o plano passou por tentar concentrar-se nos torneios que distribuem mais pontos para a Corrida para o Dubai, de modo a ter um final de temporada mais descansado, como sucedeu em 2016, quando foi o 54.º do ranking europeu.

Há duas semanas, RMG visitou o Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, desta feita não para jogar, mas para apoiar o seu irmão mais novo, Tomás «e todos os outros portugueses», como fez questão de sublinhar em declarações à Tee Times Golf.

O coração ditava-lhe que jogasse a prova mais histórica de Portugal mas a cabeça fê-lo tomar uma posição diferente: «Estou já a pensar em preparar-me para os Rolex Series que vêm aí. São torneios muito importantes e quero estar fresco».

Antes do Open de Portugal, o algarvio de Londres tinha estado no Volvo China Open onde obteve o seu terceiro melhor resultado da época, um agregado de 6 abaixo do Par (voltas de 71, 68, 71 e 72), que lhe deu o 45.º lugar e um prémio de 12.480 euros.

Melhores resultados nesta temporada só as -8 no AfrAsia Bank Mauritius Open em dezembro e as -7 no Open de España em abril.

«O meu jogo está bastante mais regular, mas não ando a jogar bem nos fins de semana. Sinto que mentalmente ainda tenho de melhorar muito, mas agora é preciso ter paciência e esperar que tudo dê o clique na mesma semana», referiu então à Tee Times Golf.

Já na semana passada, num novo torneio peculiar do European Tour, o Belgian Knockout, que contemplou uma fase inicial de stroke play, seguida de outra de match play, RMG não passou o cut.

O jogador da Srixon totalizou 2 pancadas acima do Par (voltas de 76 e 68), mas deixou boas indicações no segundo dia, tendo até efetuado o 10.º melhor resultado da segunda volta.

Foi o ponto final numa série de seis cuts consecutivos passados no European Tour, algo que ele não fazia desde 2016, mas aquela segunda volta no difícil Rinkven International Golf Club deixou-o cheio de motivação para esta semana. «Estou a sentir-me bem para os próximos desafios», assegurou.

Sobre aquela estranha primeira volta de 76 pancadas que ditou a sua eliminação na Bélgica, foi bastante sincero: «Há duas semanas comecei a trabalhar uma coisa nova no swing com o meu treinador e na quinta-feira cometi o erro de pensar na técnica no campo. Perdi a confiança toda durante a volta. Mas ao fazer a minha análise após o jogo percebi o erro. Tinha estado demasiado focado na técnica. Nesse mesmo dia à tarde fui para o campo de treino e concentrei-me só em treinar voos de bola diferentes para alvos diferentes. Ganhei bastante confiança após este treino e no dia seguinte joguei muito bem, não falhando nenhum green. Foi mais uma boa lição que aprendi e ainda bem que o fiz na Bélgica e não num torneio do Rolex Series».

O atleta olímpico português, de 26 anos, vai disputar pela terceira vez o BMW PGA Championship, que o European tour gosta de chamar o seu «evento bandeira», por se jogar na sua sede e por ao mesmo tempo realizer-se a gala anual dos organizadores do circuito europeu.

Em 2016 e 2017 o jogador do ACP olfe não conseguiu passar o cut, mas há indicadores que mostram que o resultado poderá ser bem diferente este ano.

Nas duas últimas semanas, RMG perdeu o estatuto de n.º1 português que ostentava desde finais de 2015. No ranking mundial é agora o segundo melhor português, no 439.º posto, ele que é o único português a ter figurado durante algum tempo no top-100.

O novo n.º1 é agora Filipe Lima, que recuperou essa posição há duas semanas, depois de sagrar-se vice-campeão do Open de Portugal e que fortaleceu-a esta semana (379.º), após o 8.º lugar no Andalucia - Costa de Sol Match Play 9.

No entanto, para RMG o mais importante é a Corrida para o Dubai e aí surge esta semana no 122.º posto e ele sabe que há tantos pontos em jogo no BMW PGA Championship que uma grande prestação esta semana em Inglaterra poderá catapultá-lo finalmente para o tão desejado top-100 europeu.

Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf

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