Ricardo Melo Gouveia preparou Challenge Tour no Algarve

Olímpico português competiu no Portugal Pro Golf Tour com dois top-5

• Foto: Berto Granja

Ricardo Melo Gouveia viu-se impedido de competir no Open de Palmares que termina nesta quarta-feira devido a uma dor nas costas, mas os dois torneios que jogou na sua pré-temporada de 2020 permitem-lhe fazer já uma análise mais concreta do estado de forma em que se encontra, quando está a duas semanas de iniciar a época do Challenge Tour.

O português de 28 anos, residente em Londres, está em Portugal desde o dia 18 de janeiro. Veio para as habituais celebrações natalícias em família no Algarve e decidiu manter-se mais algum tempo.

"Fiquei por cá para jogar estes torneios, para treinar e preparar-me para começar a competir em fevereiro na África do Sul", disse à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

Ricardo Melo Gouveia disputou os dois primeiros torneios do 3.º Swing do Portugal Pro Golf Tour (PPGT), um circuito internacional, organizado pelo português José Correia e pelo britânico Gary Harris, sendo sancionado pela PGA de Portugal, Federação Portuguesa de Golfe e pelo circuito britânico Jamega Pro Golf Tour.

Os seus resultados e classificações foram positivos nestes dois torneios de 10 mil euros em prémios monetários cada um.

No 1.º Palmares Classic integrou o grupo dos 5.º classificados entre 35 jogadores, com 138 pancadas, 6 abaixo do Par dos percursos Lagos e Praia do Palmares Ocean Living & Golf, após voltas de 68 e 70.

No 1.º Penina Classic as coisas não foram muito diferentes. Voltou a terminar empatado no 5.º posto, entre 35 jogadores, com 6 abaixo do Par do Sir Henry Cotton Championship Course do Penina Hotel & Golf Resort, mas com um total de 140 pancadas e duas rondas de 70.

"Não me senti a jogar particularmente bem, mas não falhei muito e fui bastante paciente. Consegui aproveitar algumas oportunidades, ajudando-me a obter alguns resultados positivos. Mas ainda não estou ao meu melhor nível", admitiu o profissional da Quinta do Lago.

Ricardo Melo Gouveia tem na sua carreira dois títulos deste circuito, obtidos em fevereiro de 2015 e em janeiro de 2017, mas, sendo membro do European Tour, a primeira divisão europeia, entre 2016 e 2019, as suas aparições no PPGT eram esporádicas.

Agora, como membro do Challenge Tour, quis regressar e o que observou na última semana agradou-lhe particularmente: "Vi uma grande evolução. Acho que o José Correia e toda a equipa do PPGT está de parabéns. A organização está cada vez melhor, já se nota a melhoria das listas de participantes, pois já estão a vir jogadores de grande nível e isso vê-se nos resultados".

O jogador da Srixon deveria estar a jogar no Open de Palmares mas na segunda-feira não se sentiu em condições e desistiu: "Acordei com dores nas costas. Não conseguia rodar (rotação de tronco) e optei por descansar e ver o meu fisioterapeuta, o Rogério Machado, para voltar aos treinos o mais rápido possível".

O seu próximo torneio será a etapa inaugural do Challenge Tour, a segunda divisão europeia, circuito de que foi o n.º1 do ranking em 2015, o primeiro e único português a consegui-lo.

Trata-se do Limpopo Championship, de 240 mil euros em prémios monetários, que arranca no dia 30 de janeiro, no Euphoria Golf Club, em Modimolle, na África do Sul, onde estará Stephen Ferreira, na qualidade de jogador do Sunshine Tour.

Em fevereiro haverá três torneios do Challenge Tour na África do Sul, a contarem simultaneamente para o Sunshine Tour.

No RAM Cape Town Open, no Royal Cape Golf Club, que começa a 6 de fevereiro, também com 240 mil euros de ‘prize-money’, Ricardo Melo Gouveia e Stephen Ferreira terão a companhia de Pedro Figueiredo.

Como Record Online deu conta na semana passada, é provável que "Figgy" tenha sérias dificuldades em entrar nos torneios do Médio Oriente do European Tour em janeiro, fevereiro e março. É, por isso, uma boa ideia regressar ao Challenge Tour para não perder o ritmo competitivo.

Finalmente, no Dimension Data Pro-Am, em Fancourt, que arranca a 13 de fevereiro, com 320 mil euros em prémios monetários, os mesmos três portugueses estão inscritos.

Filipe Lima, que milita no Challenge Tour em 2020, ainda não se inscreveu em nenhum destes três torneios sul-africanos de fevereiro, mas vai ainda a tempo de fazê-lo.

Terminado esse swing sul-africano do Challenge Tour, Ricardo Melo Gouveia encara a hipótese de voltar a competir no Portugal Pro Golf Tour: "É possível que ainda venha a jogar mais alguns torneios deste circuito em março, a seguir aos torneios do Challenge Tour em fevereiro".

No final do ano passado, Ricardo Melo Gouveia, por alturas da apresentação do Open de Portugal at Royal Óbidos de 2020, disse aos media que tem grandes ambições para esta época no Challenge Tour.

Já no que diz respeito aos Jogos Olímpicos, depois de ter estado presente no Rio2016, adoraria competir em Tóquio2020, mas sabe que para isso precisaria de obter excelentes resultados na primeira metade do ano, de modo a subir no ranking mundial.

Em 2016, o ex-n.º1 português jogou no Brasil como o 131.º classificado no ranking mundial e é esta classificação que gera o ranking olímpico. Ora esta semana Ricardo Melo Gouveia é o 772.º na hierarquia mundial.

"Neste momento, não penso muito na qualificação olímpica, mas com bons resultados no início do ano pode ser que entre no ranking. Jogar nos Jogos Olímpicos, mais uma vez, é um dos meus objetivos", referiu.


Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

Por Hugo Ribeiro
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