Ricardo Santos 6.º na Irlanda fecha Challenge e visa Escola

Foi a segunda melhor classificação da época

Ricardo Santos encerrou neste domingo a sua época no Challenge Tour com a sua segunda melhor classificação da época, um 6.º lugar na Irlanda, apenas a segunda vez em 2018 em que terminou no top-10 de um torneio da segunda divisão europeia.

O ex-campeão nacional foi 6.º, empatado com o escocês Callum Hill e o francês Thomas Linard no Monaghan Irish Challenge, um torneio de 180 mil euros em prémios monetários, ao somar 283 pancadas, 5 abaixo do Par, após voltas de 67, 70, 71 e 75.

O Challenge da Irlanda decorreu pela primeira vez no Concra Wood Golf Club, em Castleblayney, colocando praticamente todos os competidores em igualdade no que se refere ao desconhecimento do percurso e Ricardo Santos foi o único português a passar o cut, fixado em 2 pancadas acima do Par.

Eliminados após a segunda volta foram Pedro Figueiredo em 63.º (+3), Miguel Gaspar em 103.º (+9) e Tomás Bessa em 113.º (+16).

Tal como Ricardo Santos, também Gaspar e Bessa encerraram a sua participação no Challenge Tour de 2018, enquanto Pedro Figueiredo e Filipe Lima (que optou por não jogar na Irlanda) irão ainda competir nos dois próximos torneios na China, antes da Grande Final em Ras Al Khaimah, para a qual "Figgy" já se qualificou e Lima está em boa posição de fazer o mesmo.

«Não tenho entrada nos dois torneios da China. Só teria com uma vitória aqui», explicou Ricardo Santos à Tee Times Golf, referindo-se ao Hainan Open, de 304 mil euros em prémios, de 11 a 14 de outubro, e ao Foshan Open, de 434 mil euros, de 18 a 21 de outubro.

Quando iniciou a temporada de 2018, o objetivo natural de Ricardo Santos seria subir em 2019 ao European Tour via Challenge Tour, repetindo o que ele próprio conseguiu em 2011.

No entanto, ao não apurar-se para a China, impossibilitou a sua qualificação para o top-45 que irá jogar a Ras Al Khaimah Challenge Tour Grand Final, de 420 mil euros em prémios, de 31 de outubro a 3 de novembro.

E só esses 45 eleitos terão hipóteses matemáticas de encerrar a época no top-15 da Corrida para Ras Al Khaimah e, consequentemente, ascender ao European Tour, a primeira divisão europeia. Pedro Figueiredo, apesar de não ter passado o cut na Irlanda, manteve o 12.º neste ranking e Filipe Lima, ausente do torneio, também segurou o seu 28.º lugar.

Já Ricardo Santos obteve na Irlanda um bom top-10 e embolsou 6 mil euros, o seu segundo melhor prémio da época no Challenge Tour, só superado pelos 11.700 euros do seu 3.º posto no no Hauts de France Golf Open, em Saint-Omer, em junho.

No entanto, a sua exibição não foi suficiente para atingir outro objetivo da temporada – o de, pelo menos, manter a Categoria-10 de que gozou no Challenge Tour de 2018.

Com efeito, o 6.º lugar na Irlanda valeu-lhe a subida da 93.ª posição para a 79.ª na Corrida para Ras Al Khaimah, mas, como o próprio algarvio explicou, «para manter a mesma Categoria teria de terminar a época no Top-70, o que não irá acontecer».

«Terei Categoria (para jogar no Challenge Tour em 2019), mas não tão boa», acrescentou. Realmente, o 79.º lugar só irá permitir-lhe deter a Categoria-14 do Challenge Tour, que este ano, por exemplo, foi insuficiente para dar entrada direta nos mais importantes torneios do Challenge Tour, como os Opens do Quénia e do Cazaquistão.

É por isso que Ricardo Santos não atira a toalha ao chão e recusa encerrar já a temporada, mesmo que não possa jogar mais no Challenge Tour de 2018.

«O plano é agora preparar-me para a Escola de Qualificação do European Tour. Até lá, vou jogar os dois torneios deste mês do PGA Portugal Tour», disse o único português que chegou a figurar no top-10 da Corrida para o Dubai do European Tour.

Os dois torneios do PGA Portugal Tour de que fala Ricardo Santos são a Final do Circuito PT Empresas, no Penina Hotel & Golf Resort, nos dias 20 e 21 de outubro, e o Hilti PGA Open, no Vidago Palace Golf Course, a 25 e 26 de outubro.

Esses Opens da PGA de Portugal servirão de preparação para a Escola de Qualificação, da qual Ricardo Santos está isento da Primeira Fase, pelo que nem precisará de competir, de 9 a 12 de outubro, no Guardian Bom Sucesso Golf, campo que ele representa no circuito internacional.

Em contrapartida, irá jogar a Segunda Fase, de 2 a 5 de novembro. Se passar à Fase Final irá automaticamente garantir a Categoria -9 do Challenge Tour de 2019, ou seja, ficará melhor do que em 2018. Mas se nessa Fase Final terminar no top-25 irá mesmo regressar ao European Tour, o seu objetivo primordial da época.

Nada está, portanto, perdido para Ricardo Santos, apesar do Challenge Tour de 2018 não lhe ter corrido de feição. E a boa notícia é que está em crescendo de forma. No Challenge da Irlanda era 2.º aos 18 buracos, coliderou o torneio aos 36 e partiu para a última volta no 3.º lugar.

«Deu-me algum gozo e adrenalina voltar a ver o meu nome entre os líderes, visto que já há algum tempo isso não acontecia. Dá-me motivação e, mais importante, dá-me confiança», reconheceu o jogador de 36 anos.

«O meu jogo comprido está a melhorar, os shots ao green estiveram muito bem e a melhor parte do jogo foi o putt. Sinto-me mais confiante e, aos poucos, com os meus níveis de confiança a aumentar», sublinhou o antigo campeão do Madeira Islands Open BPI, torneio do European Tour.

No Portugal Masters, há três semanas, Ricardo Santos tinha explicado que um "fitting" tinha-lhe permitido dispor, finalmente, de um driver adequado à sua estrutura atlética e ao seu estilo de jogo e os efeitos têm sido benéficos: «O drive é bastante melhor, como tinha referido no Portugal Masters, e dá-me mais confiança no meu jogo». Aos poucos vai-se habituando ao novo taco.

Mas no Challenge da Irlanda o outro fator positivo foi o campo: «Gostei muito do campo. Na minha opinião é o melhor campo do ano no Challenge Tour, difícil, um bom teste, com vistas espetaculares, muito bem desenhado tendo em conta o terreno e em excelentes condições».

O facto de todos os dias ter piorado o resultado em relação à volta anterior (67+70+71+75) não foi tanto uma consequência de alguma perda de qualidade de jogo mas mais porque «as bandeiras foram mais complicadas (de dia para dia) e o tempo também piorou no fim de semana, com muito vento, muito frio e alguma chuva».

O vencedor do Monaghan Irish Challenge foi o inglês Oliver Wilson, um jogador que há quatro anos surpreendeu toda a gente ao triunfar no European Tour, no prestigiado Alfred Dunhill Links Championship. Um torneio que, curiosamente, realizou-se ao mesmo tempo do Challenge da Irlanda e no qual Ricardo Melo Gouveia falhou o cut (em 146.º, com +7).

Oliver Wilson totalizou 276 pancadas, 12 abaixo do Par, após voltas de 69, 70, 68 e 69, batendo por 2 o suíço Marco Iten, que este ano venceu o Pro-Am do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort e que no início da época ganhou dois torneios consecutivos do Portugal Pro Golf Tour: o Quinta do Vale Classic e o Amendoeira Resort Classic.

Com este triunfo, Oliver Wilson somou o seu segundo título da temporada no Challenge Tour, pois já tinha sido o melhor no Challenge da Suécia, em agosto, e ascendeu ao 15.º lugar da Corrida para Ras Al Khaimah, tornando-se num sério rival de Pedro Figueiredo e Filipe Lima.

Por Hugo Ribeiro
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