Ricardo Santos e Pedro Figueiredo na luta pelo US Open

O top-10 do ranking do “UK Swing” do European Tour recebe convites da federação norte-americana de golfe

Ricardo Santos e Pedro Figueiredo, os dois membros portugueses do European Tour em 2020 e 2021, estarão na luta por uma das dez vagas para o Open dos Estados Unidos, o segundo Major deste ano.

Depois do adiamento do Masters para novembro e do cancelamento do British Open, prevê-se que o primeiro torneio do Grand Slam de 2020 seja o PGA Championship, de 6 a 9 de agosto, em San Francisco, na Califórnia.

O US Open está marcado de 17 a 20 de setembro, no Winged Foot Golf Club, em Nova Iorque, exatamente na mesma semana do Open de Portugal at Royal Óbidos, do Challenge Tour.

Mas se nenhum português tem hipóteses de apurar-se para o PGA Championship, o mesmo não sucede com o US Open.

A federação norte-americana de golfe (USGA) anunciou que em 2020 as entradas diretas passam do top-60 do ranking mundial para o top-70, enquanto o torneio europeu de qualificação previsto para Inglaterra no mês passado foi cancelado.

Por consequência, o European Tour, com o acordo da USGA, decidiu oferecer dez convites ao top-10 da mini ordem de mérito (ranking) do "UK Swing", a série de seis torneios britânicos que irá iniciar-se a 22 de julho e terminará a 30 de agosto.


No entanto, atenção que os dez qualificados para o US Open serão decididos após o quinto torneio do "UK Swing" e não após o sexto. Portanto, será na mini ordem de mérito publicada depois do Open do País de Gales (que termina a 23 de agosto), que ficaremos a saber se algum português conseguiu meter-se nesse top-10.

Ricardo Santos e Pedro Figueiredo foram os únicos portugueses a inscreverem-se e a entrarem nos torneios do "UK Swing". Filipe Lima poderia ter entrado em alguns desses torneios mas optou por não competir nos tempos mais próximos.

O último português a disputar o US Open foi Filipe Lima, em 2005. Depois de ter sido 3.º no Open de Portugal, no Oitavos Dunes, em Cascais, Filipe Lima disputou a primeira edição da qualificação europeia para o US Open em Walton Heath e foi bem sucedido, mas depois não passou o cut no campo n.º2 de Pinehurst, na Carolina do Norte.

Em 2013 Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia, então ainda amadores e estrelas do circuito universitário norte-americano, não foram por pouco ao US Open.

"Figgy", que jogava pela Universidade de California Los Angeles (UCLA), entrou na qualificação do Big Canyon Country Club, em Newport Beach, e foi 9.º num torneio em que se apurou o top-5.

"Melinho", que representava a Universidade Central da Florida (UCF), tentou a qualificação no Ritz-Carlton Members Golf Club, em Bradenton, onde foi 5.º numa prova que apurou o top-4.

Nesse mesmo ano, Ricardo Santos jogou a qualificação europeia em Walton Heath, em Inglaterra, mas depois de uma primeira volta de 4 acima do Par no New Course, já nem foi à segunda volta no Old Course. 

Entretanto, tal como Record noticiou na passada terça-feira, Daniel da Costa Rodrigues tornou-se no primeiro português desde Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia a apurar-se para o US Amateur, o mais importante torneio amador do Mundo, que este ano decorre de 10 a 17 de agosto, no Bandon Dunes Golf Resort, no Oregon.

A Tee Times Golf, em exclusivo para Record, pediu aos dois profissionais portugueses que nos contassem as memórias que guardam dessa participação na versão amadora do US Open e percebe-se que foi marcante para ambos.

 

Ricardo Melo Gouveia: «Joguei dois US Amateurs, um em Cherry Hills, no Colorado, em 2012, e outro no The Country Club, em Brookline, Massachusetts, em 2013. No primeiro cheguei aos quartos de final (no outro perdeu na primeira ronda, após superar a primeira fase de stroke play). Joguei otimamente. Foram dos melhores torneios amadores que joguei, senão mesmo os melhores. Diria que (em 2012) foi o meu melhor torneio a nível amador. Aquilo, no fundo, é um mini US Open, com campos bastante compridos, estreitinhos, com muito rough, greens rápidos, tipo campo americano ao estilo do US Open, sempre com uma grande lista de inscritos».

 

Pedro Figueiredo: «Joguei o US Amateur em 2012, antes do meu último ano universitário. Lembro-me de que estava no top-50 do ranking mundial amador e apurei-me diretamente. Foi um torneio jogado em Cherry Hills, no Colorado. Joguei com o Ricardo Melo Gouveia. Lembro-me de não ter jogado muito bem e de ter falhado o cut, mas o Ricardo jogou bastante bem e foi até aos quartos de final.

 

«Foi um torneio que impressionou-me imenso. Foi muito bem organizado, havia muita gente a ver, tinha transmissão televisiva, e estavam os melhores jogadores do Mundo da altura a nível amador. Diria que, como amador, foi o torneio mais prestigiado e com melhor organização que joguei.

 

«É certo que joguei o British Amateur em 2008 e perdi nos quartos de final, mas nesse ano não joguei o US Amateur porque não havia ainda a tal isenção para os 50 primeiros do ranking mundial amador e era necessário jogar uma qualificação através de torneios nos Estados Unidos e eu não joguei esses torneios».

Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimes.pt) para Record

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