Ricardo Santos em crescendo

Português de 36 anos é 3.º no 5.º Palmares Classic, no Algarve

Quando estamos a pouco mais de um mês da estreia do Challenge Tour de 2019, a segunda divisão europeia, Ricardo Santos está a subir de forma e pela segunda vez neste mês foi o melhor português num torneio do Portugal Pro Golf Tour (PPGT), o circuito internacional sancionado pela PGA de Portugal, pela Federação Portuguesa de Golfe e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour. 

O antigo duplo-campeão nacional (2011 / 2016) foi 3.º classificado no 5.º Palmares Classic, de 10 mil euros em prémios monetários, mas nunca esteve realmente na luta pelo título, terminando com um agregado de 134 pancadas, 10 abaixo do Par dos percursos Lagos e Praia do Onyria Palmares Beach & Golf Resort, em Lagos, após duas consistentes voltas de 67 pancadas.

São duas boas voltas com apenas 3 bogeys em 36 buracos e 13 birdies, mas, mesmo assim, Ricardo Santos ficou a 7 pancadas do campeão, o inglês Dale Whitnell, que somou estonteantes voltas de 62 e 65 para apoderar-se do primeiro prémio de dois mil euros. Só na primeira volta Dale Whitnell fez os mesmos -10 de Ricardo Santos!

Dale Whitnell venceu o Campeonato Internacional Amador de Portugal em 2009, ao bater no segundo buraco de play-off o seu compatriota Jamie Abbott, e é quase inacreditável que dez anos depois, com ambos entretanto já jogadores profissionais, de novo em Portugal, Whitnell tenha derrotado outra vez Abbott, que foi 2.º em Palmares com 133 (68+65), -11.

Para Dale Whitnell foi o seu primeiro título no PPGT, ele que já venceu anteriormente no Jamega Pro Golf Tour mas que nunca justificou como profissional a boa carreira amadora que levou-o a ser convocado na seleção das Ilhas Britânicas da Walker Cup.

Mas para o golfe português foi muito mais importante o 3.º lugar de Ricardo Santos, que há duas semanas tinha sido 5.º classificado no Álamos Classic.

São os seus melhores resultados no Portugal Pro Golf Tour de 2018 / 2019 desde ganhou logo o primeiro torneio da época, no 1.

«Senti-me bem, mas senti que deixei vários shots no campo. Isso é um ponto positivo porque significa que estive bastante consistente, proporcionando-me várias oportunidades», disse o português de 36 anos à Tee Times Golf em exclusivo para Record.

«As condições no primeiro dia estiveram mais complicadas do que no segundo. Tive de jogar os últimos sete buracos à chuva. Tirando isso estiveram condições perfeitas para se fazerem resultados baixos», acrescentou o único português a ter andado no top-10 da Corrida para o Dubai do European Tour.

Ente os 64 participantes do 5.º Palmares Classic, só quatro eram portugueses, mas é igualmente de salientar que o inglês residente há muito em Portugal, Nathan Brader (68+66), foi 3.º empatado com Ricardo Santos.

João Ramos manteve a boa forma do torneio anterior em que foi 12.º e desta feita alcançou mesmo um bom 5.º lugar (-9). Tiago Cruz, há muito à procura de recuperar a boa forma, também arrancou finalmente um top-10, terminando em 6.º (-8).

As classificações e resultados dos portugueses foram as/os seguintes:

3.º (empatado) Ricardo Santos, 134 (67+67), -10, €900

5.º João Ramos, 135 (66+69), -9, €700

6.º (empatado) Tiago Cruz, 136 (72+64), -8, €506

58.º Mickael Carvalho, 157 (75+82), +13

O próximo torneio do PPGT, o terceiro e último do 6.º Swing, é o 6.º Palmares Classic, igualmente de 10 mil euros em prémios e no mesmo resort de Lagos, nos próximos dias 22 e 23.

Por Hugo Ribeiro
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