Ricardo Santos já aparece na Corrida para o Dubai em 82.º

Número 1 português foi traído pelo putt no Open das Maurícias

O desgaste físico a que Ricardo Santos foi sujeito nos últimos meses está a afetar o seu início de época de 2020 no European Tour, mas o português de 37 anos vai agora gozar de umas merecidas férias antes de retomar a competição em janeiro, na África do Sul.

 

«Este fim de época de 2019 e início da de 2020 foi um bocado cansativo. Fui direto da África do Sul para as Maurícias e penso que estas últimas viagens podem ter afetado de alguma forma a minha performance nestes dois torneios. Houve dias em que senti-me cansado e com o calor que se fazia sentir em ambos os torneios ainda pior», disse à Tee times Golf, em exclusivo para Record, já esta segunda-feira, depois de regressar a Portugal.

 

Ricardo Santos teve um final de temporada de 2019 bem recheado e só terminou no final de novembro, com a Grande Final do Challenge Tour em Maiorca, onde confirmou a subida à primeira divisão do golfe profissional europeu, nível em que não competia desde 2015.

 

Duas semanas depois, já estava a meter-se de novo num avião para iniciar o European Tour de 2020, no Alfred Dunhill Championship, na África do Sul, onde as temperaturas foram tão elevadas que o circuito europeu permitiu pela primeira vez que os profissionais jogassem de calções.


O campeão nacional de 2011 e 2016 falhou o cut na África do Sul e voou diretamente para as Maurícias, onde esteve até Domingo passado a competir no Open local, um evento de um milhão de euros em prémios monetários, que contou simultaneamente para o European Tour, o Asian Tour e o Sunshine Tour.

Começou da melhor maneira com uma primeira volta de 67 pancadas, 5 abaixo do Par do Heritage Golf Club, campo que recebeu este torneio pela terceira vez em cinco edições da prova. Ricardo Santos estava a apenas 1 pancada de um grupo de cinco líderes, mas acabou por nunca lutar pelo título do AfrAsia Bank Mauritius Open.
 

Nos dias seguintes, o profissional do Guardian Bom Sucesso Golf assinou voltas de 74, 74 e 71, para encerrar a sua participação no 65.º lugar, empatado com o sul-africano Christiaan Basson (71+70+73+72), embolsando cada um 2.450 euros.


Entre 156 participantes, 72 passaram o cut e o 65.º posto é uma classificação positiva, melhor do que o cut falhado em 2015, neste mesmo campo, na única vez em que o n.º1 português participou na prova.

 

No entanto, o algarvio da PressPeople tem a noção de que poderia ter feito bem melhor, se não fosse traído pelo cansaço e por um putting deficiente, como pode ver-se pela média de 34 putts por volta.


«É verdade que no primeiro dia foi tudo muito bom e estive bem em todos os aspetos do meu jogo. Nos últimos três dias "patei" mal, o que afetou-me o resto do jogo. No último dia, apesar de ter sido o meu pior dia nos greens, não me afetou tanto. Joguei muito bem do tee ao green, melhor até do que no primeiro dia. O resultado é que não foi igual», lamentou-se o antigo campeão do Madeira Islands Open BPI, a iniciar a sua quinta época no European Tour (2012, 13, 14, 15, 20).

«Já tinha jogado neste campo em 2015, mas já não me recordava da maioria dos buracos. Sabia que era um campo ventoso, se bem que este ano só fez vento no primeiro dia. É um dos campos mais bonitos em que jogamos. É um campo que do tee não tem muita dificuldade e a maior dificuldade é o shoot ao green. O campo estava em ótimas condições. O pior mesmo foi aguentar o calor todos os dias, mais ou menos com 35 graus Celsius, com mais ou menos humidade», acrescentou.

 

O European Tour de 2020 prossegue com o Australian PGA Championship, de 19 a 22 de dezembro, onde estará Pedro Figueiredo, mas Ricardo Santos optou por evitar outra viagem intercontinental.


«É muito longe só para jogar-se uma semana e quero preparar-me estas semanas para voltar mais forte no próximo torneio, na África do Sul, em janeiro», explicou, referindo-se ao Open da África do Sul, de 9 a 12 de janeiro.


O 65.º lugar de Ricardo Santos valeu-lhe estrear-se na Corrida para o Dubai de 2020, diretamente para o 82.º lugar. Pedro Figueiredo, que não pôde jogar no Open das Maurícias por ter ficado três lugares de fora da lista de inscritos, desceu para o 58.º posto.


A 5.ª edição do Open das Maurícias ficou marcada pelo triunfo de um jogador de 18 anos que tornou-se no terceiro mais jovem de sempre a conquistar um título do European Tour.
 

Trata-se do dinamarquês Rasmus Hojgaard (voltas de 66, 69, 66 e 68), um antigo campeão do Mundo amador por equipas, que bateu no play-off jogadores mais experimentados como o italiano Renato Paratore (69+67+66+67) e o francês Antoine Rozner (67+67+66+69).


É curioso que Paratore é um fenómeno de precocidade como Hojgaard, pois o italiano venceu dois torneios com 17 anos. Já Rozner foi um dos rivais de Ricardo Santos no Challenge Tour de 2019.


Os três jogadores tinham empatado com 269 pancadas, 19 abaixo do Par e o play-off foi duro. Jogou-se sempre no buraco 18 e decidiu-se apenas no terceiro buraco, graças a um eagle.


A vitória no play-off valeu a Rasmus Hojgaard mais um ano de isenção no European Tour e um prémio de 158.500 euros, enquanto os seus rivais levaram para casa 92.100 cada um.

 

Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

 

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