Ricardo Santos vê Tiger e copia McIlroy em Sawgrass

Português de 36 anos vence torneio no palco do The Players Championship

Qualquer golfista péla-se para jogar nos campos mais famosos do Mundo e Ricardo Santos, apesar de ser um dos melhores profissionais portugueses de sempre, não é excepção.

Foi, por isso, "uma experiência óptima" jogar no famoso TPC Sawgrass Stadium Course, nos Estados Unidos, o palco do The Players Championship, considerado o quinto Major do golfe mundial.

Mas Ricardo Santos não se limitou a jogar. Foi convidado a assistir ao vivo à última volta do torneio deste ano, viu o norte-irlandês Rory McIlroy triunfar e sete dias depois foi ele próprio a elevar um troféu no mesmo palco, que tantas vezes tinha visto na televisão.

"Foi bastante gratificante poder jogar no mesmo campo em que eles estiveram a competir no torneio, depois de ter podido vê-los jogar no último dia", disse o português de 36 anos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

Ricardo Santos é o único português a ter figurado no top-10 da Corrida para o Dubai do European Tour, mas fora do campo é igualmente um fã de golfe e tem ídolos como todos nós, no seu caso, Tiger Woods.

Como é óbvio, não perdeu a oportunidade de vê-lo de novo ao vivo, até de filmá-lo e depois, extremamente motivado, foi no dia seguinte para o campo competir e derrotar os 15 jogadores que participaram no Sawgrass Classic Pro-Am.

O que fazem 12 profissionais ingleses, um galês, um norueguês e um português no mais famoso campo de golfe da Florida, o tal que tem o green do buraco 17 numa ilha?

Acontece que a poderosa PGA britânica, que tem contactos ao mais alto nível, possui um calendário anual enorme de 60 torneios. Um deles, por exemplo, decorreu no início de Março na Quinta do Lago.

Inserido nesse calendário, há um mini circuito de seis torneios nos Estados Unidos, chamado The Pro-Am Tour. Ora o primeiro torneio foi exactamente este Sawgrass Classic Pro-Am, disputado em três campos, durante quatro voltas, ao longo de uma semana que incluiu outros aliciantes extra competição.

Ricardo Santos foi convidado a participar algo acidentalmente nesta prova de 20 mil dólares em prémios monetários: "O convite surgiu através de um amigo do Miguel Franco de Sousa. O Miguel deu-lhe o meu contacto".

Miguel Franco de Sousa admira há muito as capacidades técnicas de Ricardo Santos, pelo que não espanta que tenha aconselhado ao seu amigo os serviços do profissional algarvio, um dos três únicos portugueses a ter ganho um torneio do European Tour.

E foi assim que Ricardo Santos se juntou aos amadores António Beja, Christian Werner e Anastasios Gkotsis nesta competição que teve duas classificações, uma individual reservada a profissionais e outra colectiva.

Na classificação por equipas este conjunto que contou com dois portugueses terminou no 6.º lugar, com 543 pancadas, 33 abaixo do Par, após voltas de 140, 136, 131 e 136. Em cada buraco aproveitavam-se os dois melhores resultados dos quatro possíveis.

Ganhou a formação do galês James Davies com os amadores Colin Amyes, Dave Thomas e Bob Grovestock-Thompson, que somaram 530 (132+130+133+135), 46 abaixo do Par.

Mas foi na classificação individual que Ricardo Santos brilhou, ao conquistar o título com 279 pancadas, 9 abaixo do Par, com voltas de 73 (+1) e 69 (-3) ao TPC Sawgrass Dye’s Valley Course, seguindo-se uma ronda de 69 (-3) ao World Golf Village King & Bear Course, para concluir em apoteose com um cartão de 68 (-4) ao icónico TPC Sawgrass Stadium Course.

No mesmo campo, em condições parecidas, sete dias antes, o ex-n.º1 mundial Rory McIlroy tinha feito 70 (-2) para vencer o The Players Championship!

"Foi positivo porque joguei bastante bem todos os dias, bastante sólido do tee ao green. No green senti algumas dificuldades, mas depois, no último dia, no Stadium, consegui ganhar alguma confiança no putt e meti alguns bons putts para ganhar o torneio", disse Ricardo Santos.

O antigo duplo campeão nacional só fez 1 bogey no famoso desenho de Pete Dye, passando incólume no tal buraco 17, ao cumprir o seu Par-3. Em termos globais, destaca-se a forma como jogou os buracos de Par-5 ao longo dos quatro dias de prova, em 12 abaixo do Par.

Ricardo Santos não ganhava um torneio desde o 1.º Palmares Classic do Portugal Pro Golf Tour em Novembro e vai agora "cheio de confiança" para o Challenge Tour de 2019. A sua primeira prova de fogo deverá ser na Turquia, a partir do próximo dia 25 de Abril.

 
Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf em exclusivo para Record

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