Silva, Cruz e Carlota passam primeiro exame da Escola

Juntaram-se a Ricardo Santos

Tomás Silva, Tiago Cruz e João Carlota passaram a Primeira Fase da Escola de Qualificação do European Tour e juntaram-se a Ricardo Santos que este ano está diretamente apurado para a Segunda Fase.

Os resultados completos dos portugueses no Guardian Bom Sucesso Golf, entre 98 participantes, foram os seguintes, sendo que só o top-22 passou à Segunda Fase. Foi ainda importante que todos os portugueses tenham passado o cut após a penúltima volta:

Apurados

4.º (empatado) Tomás Silva, 281 pancadas (71+69+69+72), 7 abaixo do Par.
7.º (empatado) Tiago Cruz, 282 pancadas (73+73+67+69), 6 abaixo do Par.
18.º (empatado) João Carlota, 286 pancadas (70+71+73+72), 2 abaixo do Par.
Eliminados
25.º (empatado) Tomás Melo Gouveia, 289 pancadas (72+76+74+67), 1 acima do Par.
38.º (empatado) Vítor Lopes, 293 pancadas (74+71+73+75), 5 acima do Par.

Tomás Silva, Tiago Cruz e João Carlota souberam aproveitar o facto do Guardian Bom Sucesso Golf, em Óbidos, ser desde há dois anos um dos campos com o selo do European Tour de Destino Turístico e conseguir mais facilmente ser eleito como um dos oito palcos da Primeira Fase da Escola.

Ora o Bom Sucesso é um dos campos mais utilizados pela PGA de Portugal e os jogadores portugueses conhecem-no bem. Este ano jogou-se ali em abril uma etapa do Alps Tour (terceira divisão europeia) e João Carlota foi 3.º, Tomás Silva e Tiago Cruz empataram em 8.º. Ainda em abril, numa prova do Portugal Pro Golf Tour, Tomás Silva foi 2.º e Tiago Cruz 4.º. E no início de setembro desenrolou-se a Taça Ibérica, ganha por João Carlota, com Tiago Cruz em 3.º.

Não foi, portanto, uma surpresa ver estes três portugueses serem bem-sucedidos na Primeira Fase da Escola, ao contrário dos eliminados Tomás Melo Gouveia e Vítor Lopes, este último tornado profissional exatamente antes da Escola, depois de uma boa carreira amadora que culminou este ano com a conquista do Campeonato Internacional Amador de Portugal.

Recorde-se que em setembro Miguel Gaspar já tinha jogado a Primeira Fase em Bristol (Inglaterra), onde foi eliminado no 49.º lugar, com 13 acima do Par do The Players Club.

«Conhecer o campo foi uma vantagem para nós portugueses», admitiu Tiago Cruz à Tee Times Golf. «Gosto muito de jogar no Bom Sucesso e sinto que poderia ter feito muito melhor», acrescentou João Carlota. «Gostava de deixar aqui uma palavra de agradecimento pela ajuda preciosa que o José Correia me deu esta semana, estando comigo no saco. Foi essencial para o sucesso no final da semana», concluiu Tomás Silva, referindo-se ao facto de ter tido como caddie o presidente da PGA de Portugal, que em tantos torneios no passado tem "marcado o campo", conhecendo-o como poucos.

Note-se, contudo, que o campo de montanha de Par-72 estava com condições de jogo bem distintas do habitual, tendo sido preparado especialmente para a Escola de Qualificação.

"O campo estava um bocadinho pesado, mas em boas condições. Os greens estavam a rolar bem e rápidos. Em termos comparativos com a prova do Alps Tour, é difícil dizer, uma vez que nesse torneio choveu mesmo muito e o campo ficou muito molhado", asseverou Tomás Silva.

"O campo foi preparado de uma forma diferente da dos nossos torneios. Os fairways estavam um pouco mais estreitos, o rough estava mais alto e os greens muito mais rápidos do que é costume", especificou Tiago Cruz.

Tomás Silva foi o melhor e o mais regular dos portugueses. Nunca jogou acima do Par e essa foi uma grande diferença ao que lhe temos visto ao longo do ano, onde tem alternado com boas e más voltas, como se viu no último Portugal Masters. É bom sinal atingir um pico de forma nesta altura vital da temporada.

"Não joguei o meu melhor golfe e sei que deixei algumas pancadas no campo. Senti que o meu jogo de pitching não esteve tão bem mas por outro lado, os meus falhanços foram muitas vezes bons falhanços», reconheceu o n.º1 da Ordem de Mérito da PGA de Portugal de 2017, que soube aprender com os erros do passado e beneficiou da calma que o seu caddie lhe transmitiu:

"Ao longo do ano tentei preparar-me da melhor forma para os eventos que iria disputar. Comecei o ano com bons resultados no Challenge Tour e à medida que o ano foi passando, os resultados foram piorando. Fazer boas voltas, mas depois fazia uma volta menos boa e acabava por falhar os cuts. Para esta prova, sabia que o essencial era não cometer erros infantis".

Mas se Tomás Silva está apenas na sua segunda época como profissional, Tiago Cruz já vai na 14.ª temporada. A sua experiência permitiu-lhe não entrar em pânico quando se viu em dificuldades. E, de certa forma, a estratégia no último dia acabou por ser a mesma de Tomás Silva, ou seja, evitar estragos maiores:

"Os dois primeiros dias não foram fáceis. Apanhei bastante vento o que dificultou os shots, mas consegui minimizar os erros e fazer 1 acima em cada dia, o que não foi mau. Era um resultado que deixava tudo em aberto. Estava a jogar bem e sabia que mais cedo ou mais tarde iria fazer uma boa volta. Felizmente aconteceu no terceiro dia que me deixou bem posicionado. Hoje, na última volta, foi um dia para simplesmente meter a bola no fairway e no green. Foi o que fiz, só falhei dois greens e missão cumprida".

A melhor volta do torneio foram as 66 pancadas do norueguês Thorbjorn Johansen no segundo dia e a segunda melhor marca da prova foram as tais 67 pancadas de Tiago Cruz, na penúltima volta que lhe valeram o apuramento. Já agora, vale a pena referir que Tomás Melo Gouveia, apesar de eliminado, também carimbou um excelente cartão de 67 (-5) na última volta!

João Carlota, por seu lado, não conseguiu desta feita nenhuma volta na casa das 60’s pancadas no Bom Sucesso (o que é raro) e fez um percurso inverso do de Cruz, ou seja, andou no topo da classificação no primeiro dia e depois foi caindo lentamente sem comprometer o essencial:

"Sim o objetivo que me propus nesta fase era passar e foi sem dúvida concretizado. A minha performance ficou aquém do desejado mas saí de cabeça erguida e motivado para continuar a "maratona" rumo à Segunda Fase e cheio de vontade de conseguir os objetivos que sei que sou capaz de alcançar".

A Segunda Fase será realizada de 2 a 5 de novembro em quatro campos espanhóis, mas, antes disso, os principais jogadores portugueses terão duas provas do PGA Portugal Tour para se prepararem devidamente: são a Final do Circuito PT Empresas, no Penina Hotel & Golf Resort, nos dias 20 e 21 de outubro, e o Hilti PGA Open, no Vidago Palace Golf Course, a 25 e 26 de outubro.

Recorde-se que cerca de mil jogadores disputam todos os anos a Escola de Qualificação e no final das três fases da prova, só os 25 primeiros irão subir ao European Tour em 2019.

Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf

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