Stephen Ferreira confinado no Zimbabué sonha com Jogos Olímpicos

O português de 28 anos vem da sua melhor época de sempre no Sunshine Tour e tinha começado bem no Challenge Tour

• Foto: Sunshine Tour

Stephen Ferreira terminou em fevereiro a época de 2019/2020 do Sunshine Tour com um recorde nacional, ao tornar-se no primeiro português a qualificar-se para o The Tour Championship.
 
O português de 28 anos esteve entre os 41 eleitos desse torneio de encerramento da primeira divisão sul-africana e concluiu a temporada na 33.ª posição da Ordem de Mérito, a sua melhor prestação de sempre.
 
Stephen Ferreira milita ininterruptamente no Sunshine Tour desde 2015 e o seu percurso tem sido sempre a subir: Terminou a época de 2015/2016 no 150.º lugar e prosseguiu nas posições 82.º em 2016/2017, 70.º em 2017/2018 e de novo 70.º em 2018/2019.
 
Em declarações à Tee Times Golf, em exclusivo para Record, o português do Zimbábue já tinha assumido na temporada anterior que sonhava com um top-50. Levou mais um ano do que desejava para consegui-lo mas, em contrapartida, o progresso foi tal que por pouco não logrou o top-30.
 
O alastramento da pandemia do novo coronavírus à África do Sul forçou-o a alterar drasticamente os seus planos de competir na Europa na primavera e no início do verão, bem como de cumprir eventualmente um objetivo de há muito – merecer um convite para o Open de Portugal ou para o Portugal Masters.
 
«Foi duro não ter podido competir este ano no Challenge Tour, depois do bom início que tive, mas estarei pronto para recomeçar mal tudo melhore e seja possível voltar a haver torneios», disse-nos este Domingo.
 
Este ano o Sunshine Tour e o Challenge Tour organizaram um ‘swing’ inédito de três torneios a contar para os rankings dos dois circuitos e, graças aos seus bons resultados (chegou a andar na luta pelo título de um desses torneios) ocupa atualmente o 29.º lugar na Corrida para Maiorca e estava a preparar-se para competir na segunda divisão europeia, quando toda a competição foi suspensa pelo combate à COVID19.
 
«Normalmente, quando estou a jogar no Sunshine Tour, resido em Joanesburgo, na África do Sul, porque isso permite-me poupar em despesas de transporte e facilita-me a vida. Quando a época terminou em finais de fevereiro fiquei ainda umas quatro semanas na África do Sul. Fui de férias para a Cidade do Cabo com a minha namorada antes dela regressar ao Reino Unido. Só depois voltei ao Zimbábue», informou.
 
Entretanto, já em casa, soube que todos os circuitos internacionais de golfe estavam suspensos e mais recentemente entrou também em vigor a obrigatoriedade de confinamento onde reside: «Estamos fechados em casa há três semanas. Tenho a sorte de ter um jardim enorme e instalei uma rede para poder bater umas bolas e treinar. Mas tenho aproveitado para trabalhar igualmente em casa. Por exemplo, a minha mãe pediu-me para fazer algumas obras, incluindo um pátio e uma zona para fazer churrascos».
 
Esta paragem trava a melhor forma de sempre do luso-descendente. «Fiquei muito feliz com a minha época. Desde a época passada que tinha por objetivo terminar no top-50 do ranking. Sinto que poderia ter feito ainda melhor, mas o golfe tem sempre altos e baixos. Também joguei pela primeira vez o The Tour Championship. Não foi uma grande prestação porque lesionei-me num ombro logo durante o Pro-Am e joguei o torneio todo com dores», respondeu, ao pedirmos-lhe um balanço a 2019/2020.
 
Tal como o European Tour tem estado em contacto semanal com Pedro Figueiredo e Ricardo Santos, também o Shunshine Tour não abandonou os seus jogadores neste período de incertezas.
 
«O Sunshine Tour tem sido excelente em manter os jogadores informados de tudo o que se refere à situação que vivemos. Na sua última comunicação, foi-nos dito que, se tudo se resolver de feição, será possível iniciar a nova época (2020/2021) em agosto, embora se continue a sublinhar que o mais importante é salvaguardar a segurança de toda a gente. Estou desejoso de recomeçar», explicou o jogador que na última época somou três top-10, incluindo um 2.º lugar no KCB Karen Masters.
 
No meio de toda esta tragédia, Stephen Ferreira vê apenas um aspeto positivo – se houvesse Tóquio/2020 a meta olímpica estaria fora de cogitações, mas a situação é agora bem diferente: «O adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021 será uma boa oportunidade para eu tentar aproveitar a boa forma com que vinha nos últimos meses e tentar colocar-me em posição de poder representar Portugal, um dos meus grandes sonhos».
 
Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimes.pt), em exclusivo para Record

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