Susana Ribeiro confirma convite para Open de Espanha

A portuguesa jogou esta semana no Golf Santander um dos campos mais exclusivos da Europa

Susana Ribeiro vai mesmo terminar a sua época internacional no Open de Espanha, o torneio de 600 mil euros em prémios monetários, que irá encerrar o calendário de 2020 do Ladies European Tour (LET), a primeira divisão do golfe profissional europeu feminino, de 26 a 29 de novembro, no Real Club De Golf Guadalmina. 

Será a terceira participação consecutiva da vice-campeã nacional de profissionais no Andalucia Costa Del Sol Open De España, sendo que, no ano passado, passou, pela primeira vez, um cut em eventos do LET, a primeira divisão europeia, terminando no 32.º lugar (+2). 

«Recebi a confirmação de que vou jogar o Open de Espanha, na última semana de novembro. Logo depois, vou jogar o torneio da PGA de Portugal no Amendoeira Golf Resort e se houver a Taça Manuel Agrellos –

que ainda não está confirmada –, também irei jogar, e será assim o meu final de temporada», disse Susana Ribeiro à Tee Times Golf, em exclusivo para Record

A portuguesa de 30 anos falava depois de ter sido 36.ª classificada entre 50 participantes no torneio de Madrid do Santander Golf Tour, o circuito profissional espanhol, onde até costuma jogar bem, tendo já sido 2.ª classificada num torneio em Barcelona há três anos. 

Desta feita, no sempre difícil Golf Santander, nos arredores da capital espanhola, a profissional da TaylorMade totalizou 158 pancadas, 14 acima do Par, após duas voltas de 79, que não deram-lhe qualquer direito a prémio monetário. Ficou empatada com outras quatro jogadoras. A melhor portuguesa foi a campeã nacional Leonor Bessa, no grupo das 30.ª classificadas, com 153 (77+76), +9.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     

 

O Golf Santander é um campo muito particular, quase reservado a funcionários do Grupo financeiro mais conhecido pelo banco e por convidados da família Botín. Em 2013, numa digressão organizada especificamente para jornalistas internacionais tivemos oportunidade de jogar nesse campo e a segurança é extrema, havendo quase a noção de que se está a entrar noutro país quando acedemos à Cuidad de Santander. 

«É muito exclusivo – confirma Susana Ribeiro – e para entrarmos tivemos de figurar numa lista. Tivemos de apresentar os passaportes para poder entrar e a grande vantagem é que o campo está em grandes condições, pois muito pouco gente pode jogar». 

«É um campo comprido e neste torneio ainda mais do que nas outras edições em que joguei. Também estava vento e frio, tinha chovido, fazendo com que a bola rolasse menos. É um campo com a característica de ter imenso bunkers, no fairway, à volta dos greens, são fundos, grandes, torna as coisas mais complicadas. Basicamente, uma pessoa falha um green e fica num bunker, alguns greens não têm bunkers antes e ainda dá para chipar», acrescentou. 

«É um campo muito desafiante. Já joguei lá várias vezes e sempre que vou lá o campo está em condições diferentes pelo clima. Pode estar muito frio, muito calor, muito ou pouco vento e o campo fica completamente diferente.  Desta vez, os greens estavam muito rápidos, a uma velocidade de 12,5 ou 13, algo a que não estou habituada e foi a principal dificuldade que encontrei na competição», especificou a jogadora que já ganhou sete Campeonatos Nacionais, três como amadora e quatro como profissional. 

Com apenas 2 birdies em 36 buracos e um agregado de 14 pancadas acima do Par, é óbvio que esteve longe de ser a sua melhor exibição, apesar do 36.º lugar ir de encontro às classificações de 36.ª e 37.ª nos dois eventos das semanas anteriores, torneios que contaram também para o Santander Golf Tour. 

«O resultado foi bastante mau, mas saí do campo com a sensação de não ter jogado tão mal para fazer tantas pancadas. Faltaram alguns momentos mais positivos para compensar os duplos e os bogeys que fiz. Saio desapontada com o resultado, apesar de achar que o meu jogo está a ir na direção certa», admitiu a também vice-presidente da PGA de Portugal e comentadora do PGA Tour no Eurosport. 

«Tive muita dificuldade em fazer birdies, porque os greens estavam muito rápidos, não encontrei o ritmo e a velocidade certa. O jogo à volta do green também não esteve fácil. Do bunker era complicado fazer a bola parar ao pé do buraco, a bola simplesmente não para nestes greens. No segundo dia ainda criei boas oportunidades, mas não fiz nenhum birdie», lamentou-se. 

O torneio madrileno seguiu-se a duas competições do Santander Golf Tour que contaram também para o Ladies European Tour Access Series (LETAS) e, por isso, algumas jogadoras da segunda divisão europeia ficaram mais uma semana em Espanha para aproveitarem esta competição extra. Isso fez com que a concorrência fosse superior ao habitual no circuito profissional espanhol. 

«A lista de inscritas foi bastante forte. E tivemos muitas jogadoras em campo, o que não é muito habitual nestes torneios exclusivos do Santander Golf Tour que não estejam integrados no LETAS», disse Susana Ribeiro. 

Ganhou a espanhola Ana Peláez com um bom resultado de 135 (69+66), -9 e Susana Ribeiro antevê-lhe um futuro risonho: «Tive o prazer de jogar no primeiro dia com a vencedora e ela jogou, de facto, muito bem. Não falhou uma pancada, teve muitas oportunidades para birdie, foi uma justa vencedora, pois joga um golfe de outro nível. Comentou comigo que iria passar a profissional este ano, mas que, com esta situação da COVID-19, decidiu aguardar um pouco mais e para o ano vai apontar para jogar a Escola de Qualificação do LPGA Tour (o circuito profissional americano). Isto dá-nos a noção de como esta jogadora está mais além do que o LET (a primeira divisão europeia e tenho a certeza de que terá um grande sucesso». 

Este torneio de Madrid, não sendo o último torneio internacional da época de susana Ribeiro, foi o derradeiro do Santander Golf Tour, dado que jogadoras estrangeiras não podem participar no Campeonato Nacional de Espanha, que encerra o circuito espanhol. 

Pela primeira vez em alguns anos Susana Ribeiro em não surge no ranking final de uma época do Santander Golf Tour, com a curiosidade de, em 2020, até haver uma portuguesa no top-10 – Leonor Bessa, a 7.ª dessa hierarquia. 

A razão é simples: «Não sou membro do Santander Golf Tour em 2020 porque não compensava. Não fui jogar o primeiro torneio porque estava a comentar no Eurosport. Os dois torneios seguintes eram também provas do LETAS, circuito do qual só membro, e só iria jogar este torneio de Madrid. Não havendo Escola de Qualificação do Ladies European Tour em 2020, também não havia nenhum prémio final para esta época». 

Com efeito, em anos anteriores, a vencedora do ranking do Santander Golf Tour apura-se diretamente para a Final da Escola de Qualificação do LET, mas este ano esse prémio não é atribuído. 

Hugo Ribeiro / Tee Times Golf para Record

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