Susana Ribeiro errática em Málaga

A vice-campeã nacional foi 27.ª mas segurou o top-10 no ranking do circuito espanhol

Susana Ribeiro manteve-se no top-10 do ranking do Santander Golf Tour após o segundo torneio da época de 2019, mas saiu de Málaga com a certeza de que é preciso prosseguir o trabalho que tem feito para progredir. 

Duas semanas depois de ter sido 3.ª classificada no Norba Golf, em Cáceres, a vice-campeã nacional caiu de 3.ª para 8.ª no ranking do circuito profissional espanhol, uma consequência do seu 23.º posto (empatada) no Lauro Golf Resort, em Málaga. 

«Não foi um resultado péssimo, mas ficou muito aquém do que poderia ter feito. Não estou desanimada porque o que tenho vindo a trabalhar tem dado os seus frutos», comentou, com sinceridade, à Tee Times Golf, em exclusivo para Record

Susana Ribeiro totalizou 152 pancadas, 8 acima do Par, após duas voltas seguidas de 76, empatando com outras três jogadoras. Nenhuma teve direito a prémio monetário. 

O torneio de Málaga contou com 53 participantes, «um recorde no Santander Golf Tour», segundo a portuguesa de 28 anos, mas não foi só uma questão de quantidade. Houve igualmente muita qualidade. 

«Foi o torneio com o melhor nível com que já me deparei no Santander Golf Tour. Havia muitas jogadoras do Ladies European Tour (primeira divisão europeia) que estavam a preparar-se para as próximas competições e algumas do Symetra Tour (mini circuito nos Estados Unidos). Dá gozo jogar assim», salientou a profissional do Skip Golfe. 

Se a concorrência era elevada, o palco escolhido revelou-se igualmente exigente e Susana Ribeiro lança o repto aos amadores que queiram experimentar a dureza do Lauro Golf: «O campo é bastante desafiante, estreito, estava muito vento, principalmente no Pro-Am e no primeiro dia de prova. No segundo dia acalmou um pouco nos primeiros nove buracos mas depois voltou a ficar mais forte. Há 27 buracos, mas eu só conheci 18. Era difícil colocar a bola no fairway e foi o aspeto em que falhei mais, o meu drive não esteve ao meu nível habitual». 

A somar à concorrência feroz e ao campo complicado, a representante do Team Portugal também esteve uns furos abaixo do que desejaria.  

«Não costumo falhar tantos fairways mas comecei a falhar alguns para a direita e isso prejudicou-me bastante, porque é aquele tipo de fairway que falhando não dá hipótese: temos de jogar para o lado ou às vezes "dropar" uma bola no tee. Tive alguma dificuldade em recuperar dessas situações», analisou. 

«O jogo curto também não esteve ao nível do costume. Falhei no chip e no putt, à semelhança do que tinha acontecido no último dia em Cáceres, perdi o ritmo. Acho que uma coisa influencia a outra, se não estou muito confiante no putt, perco confiança no chip, porque quero colocar a bola mais perto para não falhar o putt. Assumo aqui um pouco o efeito de bola de neve no jogo curto», acrescentou. 

«E Faltou-me também ter uns momentos mais positivos, porque sempre que fiz 1 birdie fiz logo 1 bogey a seguir e isso não ajudou muito animicamente», concluiu. 

O torneio do Santander Golf Tour no Lauro Golf foi ganho pela espanhola Nuria Iturrios, a 29.ª classificada do tal Symetra Tour norte-americano, que efetuou uma espetacular volta final de 63 pancadas, 9 abaixo do Par, para bater o recorde do campo e recuperar da desvantagem de 8 "shots" com que tinha partido para o último dia. 

Nuria Iturrios totalizou 140 pancadas, 4 abaixo do Par, com voltas contrastantes de 77 e 63, e empatou com a sua compatriota Maria Parra (71+69), uma antiga vencedora do Campeonato Internacional Amador de Portugal que há um par de anos competiu no LPGA Tour, a primeira divisão norte-americana, o melhor circuito mundial no golfe feminino.

Foi preciso ir-se a play-off para decidir o título e Iturrios venceu no segundo buraco. «Nunca tinha feito uma volta de 9 abaixo do Par e bateu o meu recorde anterior de -7», disse a campeã que embolsou 3.600 euros de prémio.  

«A Nuria é uma excelente jogadora. Não foi um resultado que me tenha admirado. Fiquei mais espantada com o resultado dela no primeiro dia de +5. É muito comprida, forte no jogo curto. Já venceu no LET e joga no Symetra Tour, à semelhança de muitas que lá estavam como a Maria Parra», elucidou Susana Ribeiro, que é também comentadora de golfe no Eurosport Portugal. 

O próximo torneio do Santander Golf Tour joga-se de 8 a 10 de maio no Clube de Golf de Basozabal, em Guipúzcoa, no País Basco.

Por Hugo Ribeiro
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