Tomás Bessa mantém bom nível

Português alcançou segundo top-25 de 2019 no Alps Tour Golf

Tomás Bessa deu seguimento às boas exibições de há quase duas semanas que lhe valeram um 8.º lugar no The Tour Championship do Portugal Pro Golf Tour e regressou ao Alps Tour Golf com um positivo 21.º posto no Egito.

O profissional de Paredes foi 21.º empatado no Dreamland Pyramids Open, um torneio da Winter Series desta terceira divisão europeia, com 40 mil euros em prémios monetários. Partiu para a última volta em 15.º e não esteve longe de um primeiro top-10 neste circuito em 2019.

Tomás Bessa totalizou 214 pancadas, 2 abaixo do Par do Dreamland Golf Club, nos arredores do Cairo, depois de voltas de 72, 70 e 72, que lhe renderam um prémio de 611 euros.

«Gostaria obviamente de ter alcançado uma classificação melhor, mas fico satisfeito por ter conseguido ficar no top-20 (sem contar com os amadores) sem estar ao meu melhor», disse o português de 22 anos, que empatou em 21.º com o austríaco Markus Habeler (72+69+73), o holandês Peter Melching (71+73+70) e o colombiano Álvaro Arizabaleta (70+73+71).

Entre 128 jogadores, terminar em 21.º é positivo, mas poderia ter sido bem melhor. Como salientou o portal "Golf 4 You", «três bogeys nos últimos cinco buracos impediram Tomás Bessa de terminar no top-10».

O jogador da Cigala explicou à Tee Times Golf, em exclusivo para Record, a razão desses bogeys nos buracos 14, 16 e 17, depois de ter estado 30 buracos consecutivos sem perder qualquer pancada: «Nos últimos buracos decidi ser mais agressivo nos tee shots, acabei por falhar dois deles e com algum azar não consegui recuperar».

Na prática, esses erros custaram-lhe caro, mas o seu principal problema em termos técnicos foi outro: «O que impossibilitou-me de ir mais além no torneio foi a minha prestação nos greens. Não consegui adaptar-me bem à velocidade e muitas vezes julgava mal a linha. Não fiz nenhum dia abaixo dos 33 putts o que dificultou muito a tarefa de chegar aos primeiros lugares da tabela».

De resto, em termos gerais, espanta que só tenha jogado os quatro buracos de Par-5 em 4 abaixo do Par no total das três voltas. Costuma ser o seu ponto forte, mas o jogador da GreatGolf reconheceu que «apesar de ter jogado de forma bastante consistente nestes três dias», não esteve «ao melhor nível nos shots ao green».

Tomás Bessa jogou pela primeira vez neste campo egípcio e deixou a sua avaliação: «O campo era bom, tinha um bom layout, principalmente nos segundos nove buracos. Foi pena os greens não estarem ao nível normal de um torneio do Alps Tour. Nestes três dias esteve sol e temperatura ótima, mas o vento fez-se sentir».

O Dreamland Pyramids Open teve mais três portugueses em prova, mas só outro passou o cut para além de Tomás Bessa. Trata-se de Miguel Gaspar, o único português a passar o cut nos três torneios do Alps Tour Golf em 2019.

O profissional que treina na Quinta da Ria integrou o grupo dos 32.º classificados com 216 pancadas, a Par do campo, colecionando rondas de 71, 73 e 72, auferindo 476 euros.

O caso de Vítor Lopes foi diferente, pois esteve muito perto de passar o seu segundo cut consecutivo no Alps Tour, mas falhou-o por 1 única pancada, por ter concluído a segunda volta com 2 bogeys nos dois últimos buracos. O jogador do Clube de Golfe de Vilamoura fez 145 pancadas (73+72), 1 acima do Par, terminando em 44.º empatado.

O único português que não teve reais hipóteses de passar o cut foi o campeão nacional Tomás Silva. Uma primeira volta de 76 (+4), com 2 duplos e 2 bogeys logo nos primeiros nove buracos da prova, hipotecaram as suas hipóteses.

O atleta do Club de Golf do Estoril ainda teve um assomo de orgulho e fechou com 3 birdies nos últimos nove buracos da segunda volta, mas o mal já estava feito. Concluiu a prova no grupo dos 55.º classificados com 146 (76+70), +2.

Na Ordem de Mérito do Alps Tour – a classificação que no final do ano irá promover o top-5 ao Challenge Tour –, Miguel Gaspar passou a ser o melhor português em 23.º (era 19.º). Tomás Silva perdeu 12 posições e surge em 27.º; Vítor Lopes tombou de 37.º para 50.º; e só Tomás Bessa melhorou esta semana a sua posição no ranking, de 47.º para 37.º.

O novo n.º1 do Alps Tour Golf de 2019 é o austríaco Lukas Nemecz, uma consequência da sua vitória no Dreamland Pyramids Open.

O jogador de 29 anos juntou 204 pancadas, 12 abaixo do Par, após voltas de 68, 66 e 70, recebendo um prémio de 5.800 euros. Nemecz superou por 3 pancadas o italiano Edoardo Lipparelli (70+71+66), autor de uma excelente terceira ronda.

Foi o segundo título da carreira de Nemecz no Alps Tour Golf, depois do averbado no Gosser Open em 2017, uma vitória que lhe deu uma satisfação particular: «Estou muito, muito feliz, por ter empatado com o meu irmão mais novo, Tobias, que também ganhou dois torneios do Alps Tour em 2014».

O próximo torneio do Alps Tour Golf começa já no próximo dia 30, o New Giza Open, de 40 mil euros, no New Giza Golf Club.

Por Hugo Ribeiro
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Golfe

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.