Tomás Bessa recupera de lesão e sobe de nível no Egito

20.º na semana passada e 11.º esta semana em torneios de 40 mil euros no Suez

Depois de ter efetuado a sua melhor pré-temporada de sempre, com três 2.º lugares em torneios do Portugal Pro Golf Tour, Tomás Bessa está a iniciar de forma positiva a época de 2020 do Alps Tour Golf, uma das terceiras divisões do golfe profissional europeu.

O profissional da Cigala foi o melhor português no Red Sea Little Venice Open, no Egito, onde terminou no grupo dos 11.º classificados, com 205 pancadas, 11 abaixo do Par dos percursos B e C do Sokhna Golf Club, após voltas de 69, 67 e 69.

Há um ano Tomás Bessa nem passou o cut, terminando a prova no 83.º lugar com 9 pancadas acima do Par.

"De modo geral foram duas semanas positivas quanto ao nível de jogo", disse o português de 23 anos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

"Tenho vindo a melhorar especialmente no meu jogo de ferros curtos e médios. Consequentemente, tenho mais oportunidades de birdies em buracos de Par-3 e mesmo de Par-4 mais compridos", acrescentou o jogador da PING Golf Europe, que, em dezembro, já tinha elogiado o trabalho que tem vindo a fazer na Elite Golf Academy, no Algarve.

Na semana passada, no mesmo clube situado no Suez, mas nos percursos A e B, Tomás Bessa tinha sido 20.º (empatado) no Ein Bay Open, o torneio inaugural do Alps Tour Golf de 2020, igualmente dotado de prémios monetários no valor de 40 mil euros.

São campos que conhece bem e considera-os distintos: "O precurso A+B é o mais exigente, pois tens buracos mais compridos, especialmente os Par-3 e greens mais ondulados, com vários patamares. O precurso B+C é mais curto e menos penalizador do tee".

Quanto às condições de jogo, o golfista de Paredes diz que fizeram lembrar-lhe as do Algarve: "Esta semana jogámos sempre com algum vento, especialmente no último dia, com ventos fortes mas sem chuva. Idêntico ao clima algarvio nesta altura do ano".

Na semana passada, no Ein Bay Open os portugueses Tomás Silva e Vítor Lopes tinham sido, respetivamente, 2.º e 5.º classificados, e agora, no Red Sea Little Venice Open, Lopes foi 15.º empatado (-10), com rondas de 68, 70 e 68, enquanto Tomás Silva concluiu empatado em 20.º (-9), entregando cartões de 68, 68 e 71.

Isto significa que, com dois torneios disputados em 2020, começa a haver indicações de que os portugueses poderão vir a ser uma força no Alps Tour Golf na presente temporada.

Na Ordem de Mérito que no final do ano apura os cinco primeiros para o Challenge Tour (a segunda divisão europeia) os portugueses estão bem posicionados, com o bicampeão nacional Tomás Silva no 4.º lugar com 4.291,88 pontos e 3.822 euros angariados; Vítor Lopes em 8.º com 2.921,40 pontos e 2.596,80 euros; Tomás Bessa em 20.º com 1.566 pontos e 1.392 euros; e até mesmo Tiago Cruz em 28.º com 1.098 pontos e 984 euros. Só Miguel Gaspar ainda não pontuou em dois torneios.

Neste último torneio, Tiago Cruz foi 39.º com 213 pancadas, 3 abaixo do Par, agregando resultados de 69, 69 e 75, enquanto Miguel Gaspar falhou o cut em 108.º (70+78), +4.

Entre 119 jogadores, ganhou o italiano Stefano Mazzoli com 201 (66+67+68), -15, mas só conseguiu embolsar o primeiro prémio de 5.800 euros depois de superar no play-off o irlandês Jonathan Yates (66+68+67) e o inglês Sam Robinson (65+65+71).

Sam Robinson, graças a dois 2.º lugares consecutivos, comanda a Ordem de Mérito do Alps Tour Golf de 2020 com 7.312,50 pontos e 6.500 euros, ou seja, com menos de três mil pontos de vantagem sobre Tomás Silva. Um 2.º lugar num torneio de 40 mil euros será suficiente para recuperar essa diferença.

Mas voltando a Tomás Bessa, o melhor português no último torneio, a sua exibição não é uma surpresa. Para além dos três 2.º lugares em torneios de 10 mil euros do Portugal Pro Golf Tour, em novembro e dezembro, também tinha sido vice-campeão da Final da Escola de Qualificação do Alps Tour mesmo no final de 2019.

Em 2020, logo em janeiro, prosseguiu os bons resultados com um 5.º (-6) lugar no 1.º Penina Classic, empatado com Ricardo Melo Gouveia e um 7.º (-13) posto no 1.º Palmares Open.

Foi nessa altura que sofreu uma paragem forçada em fevereiro, jogando apenas duas das sete voltas do 4.º Swing do Portugal Pro Golf Tour, em Vilamoura. E faltou igualmente a mais dois torneios do 5.º Swing. Regressou apenas para o 2.º Morgado Classic, onde teve uma classificação mais modesta de 24.º (Par).

Só então viajou para o Egito, onde sente estar a recuperar aos poucos o seu melhor jogo, arrancando estes dois top-20 bem positivos.

"Desde do início do ano que fiz algumas alterações técnicas, mas isso coincidiu com uma pequena lesão que tive na zona lombar, forçando-me a desistir de alguns torneios do Portugal Pro Golf Tour. Daí não ter conseguido colocar em prática essas alterações tanto quanto desejava antes de vir para o Egito", concluiu.

O Alps Tour Golf regressa no próximo dia 19 de março com o The Allegria Open, no Cairo, distribuindo 40 mil euros em prémios monetários.

Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

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