Três portugueses jogam Swing do European Tour na África do Sul  

Stephen Ferreira junta-se a Ricardo Santos e Pedro Figueiredo esta quinta-feira em Joanesburgo  

Stephen Ferreira
Stephen Ferreira • Foto: Octávio Passos

Stephen Ferreira está de volta ao Sunshine Tour, a primeira divisão do circuito profissional sul-africano e nas próximas três semanas irá competir ao lado dos compatriotas Ricardo Santos e Pedro Figueiredo numa série de três torneios do European Tour na África do Sul.
 
O Joburg Open arranca já nesta quinta-feira e prolonga-se até Domingo, no Randpark Golf Club, em Joanesburgo, distribuindo um milhão de euros em prémios monetários.
 
Os portugueses saem todos do buraco 1, Ricardo Santos logo às 8h00, Stephen Ferreira dez minutos depois e Pedro Figueiredo às 13h30, hora local, ou seja, a partir das 6h00, 6h10 e 11h30 de Lisboa.
 
Santos e Figueiredo estarão a somar pontos para a Corrida para o Dubai do European Tour de 2020, enquanto Ferreira tentará amealhar os seus primeiros pontos para a Ordem de Mérito do Sunshine Tour de 2020/2021.
 
Nas semanas seguintes, o trio de profissionais portugueses competirá no Alfred Dunhill Championship, de 1,6 milhões de euros, no Leopard Creek Country Club, em Malelane (de 26 a 29 de novembro); e o Open da África do Sul, de um milhão de euros, no Gary Player Country Club, em Sun City (de 3 a 6 de dezembro).
 
Stephen Ferreira não pôde jogar nos primeiros sete torneios do Sunshine Tour, entre junho e outubro, porque a pandemia levou as autoridades sul-africanas a encerrarem as fronteiras e só os desportistas nacionais puderam competir. Ora Ferreira reside no Zimbábue.
 
Uma situação que irá prejudicar seriamente o lusodescendente, que vinha de efetuar a sua melhor época de sempre (2019/2020), na qual tornou-se no primeiro português a qualificar-te para o torneio de encerramento, o The Tour Championship, fechando ainda a temporada no 33.º lugar da Ordem de Mérito, a melhor classificação de sempre de um golfista nacional no Sunshine Tour.
 
Felizmente para Stephen Ferreira, o Sunshine Tour decidiu congelar os rankings durante um ano, o que significa que, mesmo que a presente temporada não lhe corra de feição, poderá disputar o Sunshine Tour de 2021/2022 com a mesma categoria que detém atualmente.
 
Durante o período em que foi-lhe interdito jogar na África do Sul, viajou à Europa no verão e brilhou na primeira volta do Open de Portugal at Royal Óbidos, um torneio do European Tour disputado em setembro, no qual terminou no 28.º lugar (-7), após quatro voltas consecutivas abaixo do Par.
 
Foi a primeira vez que recebeu um convite da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), convite igualmente sancionado pela PGA de Portugal, para jogar torneios do circuito europeu.
 
O português do Zimbábue justificou o convite e mostrou que tem nível para, pelo menos, competir no Challenge Tour, a segunda divisão europeia, circuito em que, esta semana, encerrou a época no 70.º posto do ranking de 2020, com apenas cinco torneios disputados.
 
Simplesmente, apesar de ter sempre representado Portugal, não obstante deter vários recordes nacionais no Sunshine Tour, e mesmo sendo o atual terceiro melhor português no ranking mundial e olímpico, não é um jogador que tenha merecido apoios das instituições que gerem a modalidade no nosso país.
 
Stephen Ferreira compreende a situação, embora esteja a tentar ser mais conhecido "em casa". Aliás, só no verão fez-se sócio da PGA de Portugal e filiou-se na FPG pela primeira vez na sua carreira.
 
Daí que tenha sido por meios próprios que conseguiu um convite para o Open da Irlanda do Norte do Challenge Tour em setembro.
 
O português de 28 anos tinha hipóteses matemáticas de qualificar-se para a Grande Final do Challenge Tour em Palma de Maiorca, que começa nesta quinta-feira, e onde Ricardo Melo Gouveia será o único português. Só que, para isso, precisaria de bons resultados nos dois torneios do Challenge Tour realizados nas duas últimas semanas na Andaluzia, de modo a subir do seu 70.º lugar para o top-45 que qualificou-se para Maiorca.
 
«Tentei arranjar convites para os dois eventos em Espanha, mas não fui bem-sucedido», lamentou-se à Tee Times Golf em exclusivo para Record.
 
«Depois do Open de Portugal regressei ao Reino Unido e ainda ganhei um torneio, o que foi ótimo para dar-me confiança», acrescentou o profissional da Cobra.
 
Tratou-se de uma etapa do TP Tour britânico, realizada no Batchworth Park Golf Club. São torneios de um único dia e Ferreira ganhou com 64 pancadas, 8 abaixo do Par, derrotando depois no play-off o inglês George Baylis, o que garantiu-lhe um prémio monetário de cerca de 1.100 euros. 
 
«Quando estava no Reino Unido, a África do Sul abriu as suas fronteiras a estrangeiros e soube que o European Tour iria coorganizar três torneios com o Sunshine Tour na África do Sul. Decidi, então, viajar de volta à África do Sul para jogar alguns torneios e ganhar rodagem antes dessa série que agora começa. Espero ter sido capaz de colocar de novo o meu jogo em ordem», explicou.
 
Desde que regressou ao Sunshine Tour as coisas não lhe têm corrido tão bem, pois falhou o cut no Investec Royal Swazi Open e no Time Square Casino Challenge.
 
No entanto, na temporada de 2017/2018, a última em que se realizou este Joburg Open que agora começa (não foi organizado durante três anos), Stephen Ferreira passou o cut e jogou bem (agregado de -1) no mesmo Randpark Golf Club, pelo que pode agarrar-se a essas memórias positivas para voltar ao bom golfe que lhe vimos em setembro, em Óbidos.
 
Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimes.pt) para Record

Por Hugo Ribeiro
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