Última oportunidade para Ricardo Melo Gouveia e Vítor Lopes num campo Ballesteros  

Andalucía Challenge de Cádiz começa quarta-feira e portugueses têm objetivos elevados  

Ricardo Melo Gouveia
Vítor Lopes
Ricardo Melo Gouveia
Vítor Lopes
Ricardo Melo Gouveia
Vítor Lopes

Ricardo Melo Gouveia e Vítor Lopes já só têm mais uma oportunidade para atingirem os objetivos elevados que levaram para Cádiz há uma semana.
 
O Andalucía Challenge de Cádiz, de 200 mil euros em prémios monetários, começa já nesta quarta-feira e é a derradeira chance de Ricardo Melo Gouveia integrar o top-45 da Corrida para Maiorca e qualificar-se para a Grande Final do Challenge Tour, que irá disputar-se para a semana naquela ilha balear, no T-Golf & Country Club.
 
O campeão nacional absoluto é o atual 50.º classificado, tendo subido apenas 1 lugar esta semana, depois de, no Domingo passado, ter terminado o Andalucía Challenge de España no grupo dos 22.º classificados, com 286 pancadas, 2 abaixo do Par do Iberostar Real Club de Golf Novo Sancti Petri, após voltas de 72, 74, 70 e 70.
 
Ricardo Melo Gouveia embolsou um prémio monetário de 1965 euros que, convertido em igual número de pontos, não permitiu-lhe subir tanto quanto desejava na Corrida para Maiorca, tornando mais difícil a sua tarefa esta semana. Um top-10, quiçá um top-15 poderá ser suficiente, dependendo do que fizer a forte concorrência presente no torneio espanhol.
 
«Não gostei do meu nível de jogo. O meu jogo comprido não esteve ao meu melhor nível e treinei para melhorar isso para o próximo torneio. Sinto que se o meu jogo comprido estivesse um bocadinho melhor, teria tido boas hipóteses de lutar pelo título», disse o profissional da Quinta do Lago à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.
 
Os dias de treino melhoraram provavelmente o seu jogo comprido, pois o jogador da Titleist publicou nesta terça-feira uma mensagem nas redes sociais a declarar estar «pronto para a primeira volta de amanhã».
 
No torneio da semana passada Ricardo Melo Gouveia assinou 13 birdies e 1 eagle, mas também cedeu 1 triplo-bogey e 10 bogeys. Depois de ter sido 8.º classificado, em outubro, no Italian Challenge Open Eneos Motor Oil, é normal que o algarvio de 29 anos tivesse viajado para os dois torneios andaluzes com a confiança em alta. Mas volta a ter nova oportunidade esta semana, num campo que considera que, apesar de tudo, pode adequar-se ao seu jogo, desde que esteja em boa forma.
 
O outro português que amanhã arranca para o Andalucía Challenge de Cádiz é Vítor Lopes. Para ele, a presença na Grande Final do Challenge Tour em Maiorca não é um objetivo, por nem ser (ainda) membro da segunda divisão europeia, mas nem por isso deixa de sonhar alto.
 
Um título dar-lhe-ia o apuramento direto para o Challenge Tour em 2021 e quando em setembro liderou as três primeiras voltas do Open de Portugal at Royal Óbidos mostrou que tem nível para desafiar os melhores deste circuito.
 
Qualquer título é difícil, mas nada é impossível. Basta referir que, no Domingo passado, o vencedor do Andalucía Challenge de España foi Ondrej Lieser, o primeiro checo a conquistar um torneio do Challenge Tour, que totalizou 278 pancadas, 10 abaixo do Par, apresentando rondas de 74, 70, 67 e 67.
 
Ondrej Lieser bateu o inglês Richard Mansell por 2 pancadas, arrecadou um prémio de 32 mil euros e saltou para o 6.º lugar da Corrida para Maiorca, assegurando o seu lugar na Grande Final.
 
Ora o checo de 29 anos, cinco mais velho do que Vítor Lopes, estava há uma semana exatamente na mesma situação do português.
 
Vítor Lopes terminou a época de 2020 no 16.º lugar da Ordem de Mérito do Alps Tour Golf, uma das terceiras divisões europeias, e conseguiu convites para jogar estes dois torneios na Andaluzia ao chamar a atenção com o seu top-10 no Open de Portugal at Royal Óbidos.
 
Ondrej Lieser competiu em 2020 no Pro Golf Tour, outra das terceiras divisões europeias, fechando a temporada no 34.º lugar da Ordem de Mérito, e só logrou um convite para Cádiz por ter alcançado um top-10 no Italian Challenge Open Eneos Motor Oil.
 
Os paralelismos são evidentes e Vítor Lopes sente que em qualquer altura poderá ter uma palavra a dizer, como aconteceu em Óbidos em setembro: «O meu jogo tem evoluído bastante, sobretudo no jogo curto. Eu sabia que o jogo curto seria importante para poder disputar os títulos e este ano tem estado à altura. O putt, de vez em quando não quer funcionar, mas isso acontece a todos os jogadores».
 
Na semana passada, Vítor Lopes obteve a sua segunda melhor classificação do ano no Challenge Tour, ao terminar o Andalucía Challenge de España no grupo dos 26.º classificados, com 287 pancadas, 1 abaixo do Par, entregando cartões de 72, 74, 71 e 70. Arrecadou um prémio de 1760 euros, mas não somou pontos para o ranking do Challenge Tour. Essa é a sua grande diferença em relação ao campeão do torneio: o checo pagou a taxa anual de sócio do circuito, enquanto o algarvio optou por provavelmente só fazê-lo para a temporada de 2021.  
 
«Ao iniciar esta semana não estava muito confiante, a bola não saía no drive para onde eu queria e os ferros estavam a sair tanto para um lado como para outro. A sorte é que tive três dias para treinar. E com a ajuda das redes sociais, enviei uns vídeos ao meu treinador. Ele deu-me umas ideias do que deveria mudar e, pelos vistos, fui melhorando ao longo dos dias. Tendo em conta como estava no início da semana, foi um torneio positivo», explicou o profissional da TaylorMade, que converteu 15 birdies e 1 eagle, mas também concedeu 2 duplos-bogey e 12 bogeys.
 
Ricardo Melo Gouveia e Vítor Lopes nunca tinham jogado no Iberostar Real Club de Golf Novo Sancti Petri, um campo desenhado pelo saudoso Severiano Ballesteros, considerado por muitos analistas como o melhor campo espanhol com a assinatura do mítico Seve.
 
Mas depois de terem alcançado dois top-30 no Andalucía Challenge de España, disputado no mesmo palco andaluz, já conhecem melhor as suas manhas e esperam ser capazes de retificar o que afetou negativamente os seus jogos. Vão para o Andalucía Challenge de Cádiz muito mais confiantes.
 
«Não conhecia o campo. São dois percursos de nove buracos bem diferentes. O percurso Mar, como o nome indica, é mais perto da praia. Tem buracos mais abertos e um pouco mais fáceis. O percurso Piños é um género de pinhal, com muitas árvores e buracos mais estreitos», analisou Ricardo Melo Gouveia.
 
«Não conhecia o campo, mas fizemos duas boas voltas de treino. Este campo é bastante exigente do tee ao green. É estreito, com greens pequenos e rápidos. Foi um bom teste. Claro que o meu jogo adequa-se a este campo, embora não seja suficientemente comprido para eu poder aproveitar todo o meu jogo. Mas gosto do campo e é um Seve Design», acrescentou Vítor Lopes.
 
Ainda de acordo com Vítor Lopes, «o campo está em excelentes condições. Houve alguma chuva durante a noite, mas durante os quatro dias de torneio nunca apanhámos chuva. Sentiu-se, sim, muito vento nos primeiros dois dias, o que até gosto, e por isso os resultados gerais foram tão maus nesses dias. Nos dois últimos dias o vento acalmou e os resultados melhoraram».

Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimesgolf.pt) para Record.

Por Hugo Ribeiro
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