Vítor Lopes na pole position para o Open de Portugal

Português de 23 anos somou o seu segundo título em dois anos no Portugal Pro Golf Tour

José Correia à esquerda (director da FPG) e Vítor Lopes à direita com o troféu de campeão
José Correia à esquerda (director da FPG) e Vítor Lopes à direita com o troféu de campeão • Foto: Bento Granja

Vítor Lopes tem seguramente pena de que não haja mais torneios profissionais em ‘match-play’ e que o Open de Portugal tenha saído do Morgado Golf Resort, em Portimão.

O português de 23 anos acabou de conquistar o seu segundo título em dois anos no Portugal Pro Golf Tour (PPGT) naquela infraestrutura turística do Grupo NAU e, em ambos os casos, garantiu o triunfo ao derrotar dois adversários em ‘play-offs’.

O gosto de Vítor Lopes pelos duelos "mano-a-mano" em vez dos meros torneios por pancadas já vem desde os seus tempos de amador. Em 2014 já andava a vencer a Taça da FPG/BPI, a maior competição nacional amadora de ‘match-play’. E não é por acaso que na Taça Manuel Agrellos, a "Ryder Cup à portuguesa", nunca perdeu um confronto de singulares desde 2012!

"Tive saudades e é sempre bom voltar ao Morgado, onde tenho boas recordações. Ainda por cima, a minha outra vitória no Portugal Pro Golf Tour tinha sido há dois anos no Morgado Golf Resort, embora no campo dos Álamos, e também num play-off de três jogadores. Por isso, levo duas vitórias em dois play-offs jogados no PPGT, o que sabe sempre bem", recordou esta quarta-feira à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

Vítor Lopes ganhou na terça-feira o 1.º Morgado Classic, de 10 mil euros em prémios monetários, um torneio que contou com 49 participantes, entre os quais nove portugueses, embolsando o cheque principal de dois mil euros.

E se é verdade que o seu título de 2018 foi no Álamos Course, quando ainda era amador, e este troféu foi arrecadado no Morgado Course, nem por isso deixa de ser correto dizer que tem boas memórias do campo. Há dois anos, no mesmo percurso, no Open de Portugal, obteve um muito bom 14.º lugar, depois de ter sido 2.º no final da primeira volta.

Nessa altura completou as quatro voltas em 1 pancada abaixo do Par, embora com o campo preparado de forma mais complicada do que esta semana. Desta feita, totalizou 140 pancadas, 6 abaixo do Par, após voltas de 73 e 67, com destaque para esta última que foi o melhor resultado da ronda final!

"Foi uma boa vitória – disse – e foi preciso jogar bom golfe porque o campo estava em excelentes condições para a estação do ano que atravessamos. Os greens estavam ótimos, firmes, o Morgado fez um excelente trabalho".

As 6 pancadas abaixo do Par não foram suficientes para o título porque outros dois jogadores atingiram o mesmo resultado: o inglês Louis Hirst (71+69) e o português João Carlota (70+70), em tempos, companheiro de Vítor Lopes nas superequipas amadoras do Clube de Golfe de Vilamoura.

Foi preciso o tal ‘play-off’ no buraco 18 e a Vítor Lopes bastou-lhe fazer o Par-4 para vencer. 'Bastar' não ilustra bem o que se passou porque há uns meses poderia ter perdido esta morte súbita, dado ter atravessado um ano de 2019 com escassa confiança no jogo curto. Agora está tudo diferente.

"O jogo curto foi o que me deixou um pouco para trás no ano passado. Não conseguia fazer resultados muito baixos devido ao chip e um pouco ao putt. Mas ainda hoje consegui lidar bem com isso e sob pressão. No meu último buraco, a 40 metros da bandeira, consegui deixar a bola dentro de um metro para acabar com um Par e fazer o resultado de 6 abaixo. O trabalho duro de inverno com o meu treinador, Joaquim Sequeira, tem tido consequências ao nível dos resultados", explicou.

"Estou confiante para o meu ano de 2020 no Alps Tour e sinto que depois de um ano completo como profissional (em 2019, pois em 2018 ainda jogou alguns meses como amador), estou cada vez mais preparado para dar cartas em 2020", acrescentou.

O Alps Tour é uma das terceiras divisões do golfe europeu e a temporada de 2020 só começa a 17 de fevereiro. Daí que tenha optado por competir no PPGT, o circuito internacional português, organizado por José Correia e Gary Harris, e sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe, pela PGA de Portugal e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour.

"O PPGT faz um excelente trabalho em preparar-nos para os torneios de circuitos satélites, do Challenge Tour ou até mesmo do European Tour. Daí todos nós jogarmos aqui", elogia Vítor Lopes.

A concorrência é cada vez mais e melhor e por isso nenhum português conseguiu vencer torneios em novembro e dezembro. Tudo isso mudou com os dois títulos do campeão nacional Tomás Silva em janeiro e agora Vítor Lopes tornou-se no segundo português campeão no PPGT de 2019/2020.

Cada conjunto de três torneios é considerado um ‘swing’ e o vencedor de cada ‘swing’ em 2020 recebe um convite para o Open de Portugal at Royal Óbidos, do Challenge Tour, a segunda divisão europeia.

Tomás Silva assegurou o convite referente ao 3.º ‘Swing’. Vítor Lopes está agora na ‘pole position’ para o convite do 5.º ‘Swing’ que prossegue esta quinta-feira com o 1.º Álamos Classic… onde ele venceu em 2018.

O antigo vencedor do Campeonato Internacional Amador de Portugal não foi, porém, o único português a jogar bem no 1.º Morgado Classic. Já vimos como João Carlota foi vice-campeão, só caindo no ‘play-off’. Mas destacaram-se também Miguel Gaspar em 11.º (-2) e Hugo Santos em 16.º (a Par).

As restantes classificações dos portugueses foram as seguintes: 22.º Gonçalo Pinto (+2), 23.º Tomás Silva (+3), 39.º Nathan Brader (+11), 46.º José Nicolau de Melo (+17), 48.º Mikael Carvalho (+25).

Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

Por Hugo Ribeiro
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