Wyndham Clark evita colapso histórico e conquista US Open pela segunda vez
Norte-americano liderou o torneio desde a primeira volta
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O norte-americano Wyndham Clark conquistou no domingo pela segunda vez o US Open de golfe, cuja edição de 2026 liderou desde a primeira volta, mas esteve perigosamente perto de protagonizar o maior colapso da história do torneio.
Apesar de ter reeditado o sucesso de 2023, Clark viveu em sobressalto na quarta e última volta do torneio. Após os cinco iniciais buracos, a confortável vantagem de seis pancadas com que tinha iniciado o dia ficou reduzida a apenas uma e o novo bicampeão do torneio norte-americano disputou os restantes 13 no fio da navalha.
Acossado primeiro por Scottie Scheffler e depois por Sam Burns - que terminou no segundo lugar da classificação geral, a um 'shot' de distância -, Clark resistiu à pressão dos compatriotas e evitou entrar na centenária história do major norte-americano pelos piores motivos, ao desperdiçar a maior vantagem à entrada para a última volta.
O novo bicampeão do US Open manteve a compostura e, não obstante ter entregado no domingo um cartão com 73 pancadas, três acima do par do campo, até alcançou outro impressionante registo histórico, este bastante mais simpático: tornou-se o primeiro a liderar o US Open do princípio ao fim desde 2014, ano em que Martin Kaymer cometeu idêntica proeza.
Cinco bogeys (uma pancada acima do par do buraco), dois dos quais no arranque desastroso da derradeira volta, poderiam ter conduzido a um desfecho diferente. Dois birdies (uma pancada abaixo do par do buraco) salvaram o dia, ainda que Clark tenha protagonizado o pior encerramento da prova desde 2010, quando que Graeme McDowell fechou com 74 golpes para vencer em Pebble Beach.
Scheffler, que tentava conquistar o único major que lhe escapa e completar um Grand Slam de carreira, reclamou o apoio do público nova-iorquino, mas o líder do ranking mundial teve de resignar-se ao grupo dos quartos classificados, atrás do sul-coreano Tom Kim, terceiro colocado, que concluiu a prova com uma pancada abaixo do par do campo, a duas de distância de Burns e a três de Clark.
"Nova Iorque não gosta muito de mim. Mas eu adoro-vos. Compreendo, estavam todos a apoiar Scottie [Scheffler]. O Grand Slam só acontece ocasionalmente. Ele vai consegui-lo, é o melhor jogador do mundo. Mas hoje [domingo] era o meu dia", observou, entre o êxtase o alívio, o número 75 da hierarquia mundial.