Luís Montenegro enaltece regresso do Open de Portugal ao DP World Tour e até... bateu umas bolas

Primeiro-ministro participou no Pro-am do torneio que arranca esta quinta-feira

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Luís Montenegro
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, saudou hoje o regresso do Open de Portugal em 2027 ao DP World Tour, principal circuito europeu de golfe, após ter jogado o Pro-am do torneio que arranca na quinta-feira no PGA Aroeira 1, em Almada.

"Consegui gerir a agenda de maneira a poder estar aqui hoje com muito gosto no lançamento deste Open, que é, simultaneamente, um tónico para aquilo que se realizará no próximo ano, já no DP World Tour. Portanto, é um apoio grande que damos também ao nível da realização de eventos, à promoção do nosso país e à promoção do golfe, enquanto área de atividade económica, que tem um significado já muito relevante. São mais de 4.000 milhões de euros do nosso produto, em termos lúdicos, que saem diretamente da indústria do golfe. É uma forma do Governo também incentivar dirigentes, treinadores, técnicos e os atletas", afirmou.

Luís Montenegro defendeu ser necessário ter "atletas de alta competição, que disputem as grandes provas no nível de um milhão", porque "isso também se faz com as capacidades que se adquirem com a realização de provas e com o ambiente que se gera em torno dos grandes eventos" como o Open de Portugal, este ano prova do calendário do Challenge Tour.

"Estou aqui com muito gosto, com muita esperança e também a acompanhar jovens praticantes que começam a despontar. E, neste momento, temos dois atletas muito bem colocados no DP World Tour [Ricardo Melo Gouveia e Daniel Rodrigues], temos também no Challenge Tour e espero que, nomeadamente, o Pedro Figueiredo, com quem tive o privilégio e o gosto de jogar hoje, possa estar ao seu melhor nível para poder carimbar a sua promoção ao escalão seguinte [DP World Tour], que é aquilo que nós ambicionamos."

Depois de ter sido realizado nos últimos seis anos no Royal Óbidos Golf Resort, em Óbidos, e este ano ter lugar no PGA Aroeira 1, em Almada, o DP World Tour anunciou hoje que o histórico torneio vai regressar, em 2027, ao Oitavos Dunes Links Golf, em Cascais, palco do evento em 2005, 2007, 2008 e 2009.

"Acho que estão criadas as condições para nós continuarmos a ter, em Portugal, nas várias regiões, a oportunidade de jogar e de relacionar também esta modalidade com o turismo, que não é só sol, praia e de dormidas. É [também] um turismo de monumentos, de tradições, de cultura e que possamos ter no país, não só a concentração que temos aqui à volta de Lisboa e no Algarve, também pelo Norte, pelo chamado interior do país para possam nascer empreendimentos que cimentem Portugal como um destino, eu diria o melhor, que já tem sido, de golfe do mundo", sublinhou.

Para o primeiro-ministro, "a realização de grandes eventos como a Fórmula 1, o MotoGP, competições de vela, de golfe e outras, com a associação às grandes marcas globais, promove o país e dá um bocadinho corpo àquela que é a nossa capacidade organizativa."

"Tenho a certeza que este fim de semana vai correr tudo bem, vai ser também um lançamento para a prova do DP World Tour no próximo ano e, quem sabe, podermos ambicionar um dia ter uma grande competição como a Ryder Cup em Portugal", avançou.

Além de acreditar que Portugal tem "condições para poder projetar isso, talvez a uns bons 10 anos de distância", Luís Montenegro considera que "as coisas vão-se materializando por etapas e estas etapas têm que ser percorridas."

"Aquilo que disse relativamente à localização de eventos um pouco por todo o território nacional, nós podemos também falar na Madeira e nos Açores, que também têm condições para a realização de bons eventos de golfe. Portanto, acho que também do ponto de vista da coesão territorial e da coesão social do país, é positivo termos uma estratégia com este sentido. É também uma forma de podermos cativar e detetar talentos que não nascem todos nos mesmos sítios", explicou o governante.

Quanto à possibilidade de Portugal voltar a levar atletas aos Jogos Olímpicos em 2028, à semelhança do sucedido em 2016, no Rio de Janeiro, o primeiro-ministro confessa que ficaria "muito satisfeito."

"Era também uma forma de dar expressão à grande aposta que nós estamos a fazer em Portugal, com o plano de desenvolvimento desportivo que está em execução, e com um reforço de cerca de 30%, um pouco mais até, dos trabalhos de preparação olímpica e paralímpica. Nós estamos a investir em meios que depois se transformam em capacidade de gerar novos equipamentos, de aperfeiçoar os equipamentos com novas tecnologias, mas também de apostar na formação de treinadores e de atletas para podermos cimentar, como tem acontecido, uma participação olímpica que é cada vez mais diversificada", referiu, acrescentando: "não estamos dependentes do atletismo, com todo o respeito pelo atletismo, que é imenso, mas nós hoje temos atletas em várias modalidades a disputar os melhores lugares e mesmo as medalhas olímpicas e, portanto, também aqui temos essa esperança."

Além de confidenciar que acompanha o desempenho dos golfistas portugueses semanalmente, através das aplicações do DP World Tour, Luís Montenegro destaca a perseverança como condição fundamental para a evolução.

"Olhemos, por exemplo, para aquilo que aconteceu com o investimento que fizemos com o velódromo de Sangalhos, que à época, há 20 anos, parecia uma megalomania e que nas últimas Olimpíadas nos proporcionou uma medalha de ouro e uma medalha de prata. Portanto, por aí se vê que vale a pena delinear estratégias de médio e longo prazo e também é preciso ter alguma paciência para isso", rematou.

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