Imigrantes travam talentos nacionais

Vinte e sete é o número de estrangeiros inscritos na 1.ª Divisão. Sporting e Oliveirense têm... 6

Benfica conta com Adroher e Nicolia
• Foto: Vítor Chi
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Portugal tem aquele que é considerado o melhor campeonato do Mundo. No entanto, esta definição tem um preço muito elevado para os jovens jogadores portugueses, mesmo para aqueles que ajudaram o país a conquistar títulos europeus e mundiais, nos escalões sub-17 e sub-20.

Na verdade, nos últimos anos temos assistido a uma invasão de jogadores estrangeiros, principalmente para as principais equipas da 1ª Divisão e, ultimamente, até formações do escalão secundário já integram atletas oriundos de outros países, como são os casos do Valença, CD Póvoa, Sanjoanense, FC Porto B e Sporting B. Com o início do campeonato marcado para 13 de outubro, 27 é atualmente o número de estrangeiros já confirmados no principal escalão, com destaque para o campeão nacional, Sporting, e para a Oliveirense, com seis atletas cada [ver quadro].

Benfica e FC Porto também se reforçaram com jogadores estrangeiros. Mas enquanto o conjunto da Luz viu chegar dois atletas, Albert Casanovas e Lucas Ordoñez, o seu rival das Antas apenas apresenta como novidade o internacional italiano Giulio Cocco.

Refira-se que o Paço de Arcos contratou cinco jovens nacionais com títulos internacionais e o OC Barcelos reforçou-se com dois campeões sub-20 na China (Gonçalo Nunes e Gonçalo Meira, emprestados pelo Sporting).

Janela aberta

Uma das janelas de oportunidade para os jovens portugueses surgiu com o nascimento das equipas B, as quais podem competir nos campeonatos seniores da 2ª e 3ª Divisões, com jogadores até aos 22 anos.

Nesta época, estão inscritas nos campeonatos oito equipas B. Na 2ª Divisão está o FC Porto B, Sporting B e Benfica B e na 3ª surgem 5: Valongo B, Alenquer B, Grândola B, Juv. Salesiana B e Parede B.

Luís Sénica anuncia campeonato sub-23 até 2019/20

A Federação de Patinagem de Portugal (FPP) está atenta ao problema que afeta os jovens jogadores portugueses e tem já um projeto elaborado para o ‘atacar’, como nos confidenciou Luís Sénica, diretor técnico nacional. "Esta situação [estrangeiros nas equipas] resulta de uma opção dos clubes e na qual não nos devemos intrometer. A Federação só tem de estar atenta e criar mecanismos de defesa e desenvolvimento dos jogadores portugueses. Assim, e dando sequência a uma deliberação do Comité Europeu, que criou o escalão sub-19 e anulou o sub-20, a Federação vai arrancar na época 2019/20 com o Campeonato Nacional sub-23". Para o selecionador dos seniores, esta competição "será uma boa oportunidade, juntamente com as equipas B, para os jovens jogadores disporem de mais tempo de jogo".

Por Vítor Ventura
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