RICARDO Pereira tem brilhado a grande altura no Benfica. Com 15 golos apontados no Nacional da I Divisão, o avançado de 24 anos é um dos melhores concretizadores da equipa, sendo apenas ultrapassado pelo inevitável Filipe Gaidão (28). Para além disso, o dianteiro é um dos elementos mais utilizados pelo técnico Carlos Dantas, tendo participado nos 13 jogos da turma da Luz (entrou em sete deles como titular).
No último encontro a contar para o campeonato, Ricardo Pereira desempenhou um papel decisivo, contribuindo para a vitória do Benfica sobre o FC Porto (5-1), um dos principais adversários na corrida para o título. Ao contrário do que vinha acontecendo nas derradeiras partidas, o internacional português não alinhou de início, funcionando antes como “joker” do treinador benfiquista. Uma aposta que acabou por revelar-se acertada, já que o novo herói das águias marcou os três golos finais do desafio, conferindo tranquilidade (e expressividade) ao resultado.
No entanto, quem conhece mais de perto Ricardo Pereira diz que ele não é “só” um homem de área e golos. Filipe Gaidão, Luís Ferreira e Vítor Fortunato são unânimes ao referir outras qualidades.
“É um jogador com muita garra e muita vontade. Apesar de não ser dotado tecnicamente, compensa isso com o empenho que coloca em todas as acções”, diz Gaidão. Sobre a evolução do colega de equipa, o “artilheiro-mor” do Benfica considera que “tem melhorado alguns movimentos”, um facto ao qual não será alheia a experiência no Infante Sagres, emblema pelo qual competiu durante a temporada passada. “Ele foi para lá, acima de tudo, para jogar. Creio que lhe fez bem”, sublinha.
Um “guerreiro” generoso
Luís Ferreira destaca igualmente a vertente guerreira que define o estilo do companheiro. “É bastante generoso para a equipa, muito importante pela forma como joga. É capaz de correr quilómetros durante um encontro e, em situações de transição ataque-defesa, é dos primeiros a recuperar”, frisa o capitão dos encarnados. Luís Ferreira convive com Ricardo Pereira há vários anos e, por isso, fala com alguma autoridade sobre a carreira do avançado. “Conheço-o desde as camadas jovens do Benfica e desde aí que noto uma evolução gradual no seu tipo de hóquei em patins”, reconhece, para de seguida comentar a “aventura” no Infante Sagres. “Creio que foi mais uma etapa importante desse processo de evolução. Contudo, o Ricardo já é um valor certo do hóquei português. Nos últimos anos tem sido chamado à selecção nacional...”, lembra.
Por último, Vítor Fortunato salienta a abnegação do “Senhor Golo”, uma característica que ficou bem patente no duelo contra o FC Porto. “Foi um jogador incansável na zona do ‘pivot’ e acabou por ser recompensado com três golos”, afirma o defesa/médio de 31 anos, acrescentando: “É um elemento fundamental, pela maneira como trabalha e, principalmente, pela resistência que demonstra com o passar dos minutos. Pensa sempre na equipa em primeiro lugar”, completa.
Quanto às perspectivas de futuro, Vítor Fortunato não mostra dúvidas ao garantir que Ricardo Pereira pode aspirar a muito. “De há quatro ou cinco anos para cá tem crescido muito, em vários aspectos. Sem dúvida que tem todas as condições para se fixar como titular da selecção nacional nos anos mais próximos”, assinala.
Selecionador de Portugal lamenta derrota com a Argentina na meia-final do Torneio Internacional de Montreux
Seleção derrotada nas meias-finais por 3-1
Seleção termina grupo no 1.º lugar e vai defrontar a Argentina nas meias-finais
Seleção discute esta sexta-feira o 1.º lugar do Grupo diante da Espanha
Antigo jogador investigado por fuga aos impostos
Jovem do Corinthians está a participar na competição em Portugal com um selecionado do Brasil
Lendário nome do futebol alemão, que também fez história em Itália, lamenta a trágica eliminação no apuramento para o Mundial
Lateral esquerdo foi apresentado no Forte Virtus, do terceiro escalão
Ítalo-argentino apelida o técnico como um "maníaco da linha de fora de jogo"
Ex-jogador e agora comunicador recorda episódio curioso em entrevista à 'Sábado'