Benfica-Barcelona, 4-2 (a.p.): Panchito trouxe a «Luz», «Barça» apagou-a
NO DUELO entre a Poesia e a Matemática, a calculadora Barcelona levou a melhor, num encontro em que as lágrimas de Panchito – levado em braços quando o marcador já estava selado no 4-2 final –, foram partilhadas por um Multiusos de Guimarães pintado como uma papoila para o que muitos chamavam a "final antecipada". Só foi pena que os árbitros não estivessem à altura de uma "final four". Não que tivessem prejudicado alguém em particular. A sua prestação foi tão má que deu para as duas equipas.
A partida começou em grande ritmo, apenas interrompido, aos 11 minutos, pelo golo de Gabriel Cairo, a premiar grande classe da engrenagem "blaugrana."
À frieza da máquina montada por Carlos Figueroa, o Benfica reagia com uma "fuzilaria", em que todos tentavam a sua sorte, com Panchito, qual toureiro, a partir, bailando para a cara do animal. Sem sucesso. As "chiquelinas" do argentino espalhavam magia, mas, ou morriam no azul do sintético ou eram travadas pelos catalães; muitas vezes de forma discutível. Até ao intervalo.
No regresso dos balneários, o "Barça" marca de novo, por Benito. Pelo Benfica, a "faena" continuou com Carlos Dantas a dar a sensação de querer doar uma táctica aos livros: "Dêem a bola ao Panchito e vamos ver o que acontece." Por ironia, o 1-2 aparece num "penalty" de Gaidão a castigar uma falta sobre... Mariano.
O Barcelona manteve o sufoco, mas Mariano ripostou, Panchito marcou e "chamou" o prolongamento. Aí, o "Maradona do hóquei" suportou o 3-2 de Cairo, mas após o 4-2, por Gabaldon, saiu, esgotado, chorando, lesionado no joelho... e na alma.
Carlos Dantas e o "banco"
No final, o técnico dos encarnados, Carlos Dantas, explicou a derrota: "No Benfica não falhou nada. O Barcelona é uma estrutura que consegue rodar jogadores sem perder qualidade; algo que nós não podemos fazer com a mesma facilidade."