De Reinaldo García e Carlos Nicolía: nacionalidade incomoda argentinos
Passaporte e regulamentos motivam queixas dos craques de FC Porto e Benfica
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Primeiro foi Carlos Nicolía em entrevista a Record, agora Reinaldo García, capitão do FC Porto, a mostrar o seu desagrado nas redes sociais em relação à nacionalidade.
No caso do jogador dos dragões, Reinaldo García lamentou o facto de ainda não ter sido atribuída a nacionalidade portuguesa, apesar de já estar em Portugal há mais de cinco anos seguidos.
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"A minha morada é em Portugal há mais de cinco anos seguidos, nunca deixei de ter a minha casa no Porto, mesmo nos tempos em que joguei na Corunha ou em Barcelona. Os meus filhos são portugueses, a minha mulher é portuguesa. Sim, somos todos portugueses, eles por nascimento, eu por acolhimento", escreveu nas redes sociais.
No caso de Carlos Nicolía, jogador do Benfica, a questão é diferente. O capitão da seleção da Argentina tem dupla-nacionalidade e começou a época com o estatuto de "selecionável", ou seja, era considerado português nas fichas de jogo, uma vez que não representava a Argentina há três anos seguidos e por ter passaporte português.
Ao escolher representar a Argentina no Mundial de San Juan, em novembro, Nicolía passou a ser considerado argentino após a prova. Uma vez que só podem ser convocados cinco "não selecionáveis" para os jogos do campeonato, uma regra que limita o número de estrangeiros, Nicolía passou a ver muitos jogos das bancadas, uma vez que o Benfica passou assim a ter seis estrangeiros: Nicolía, Pablo Álvarez e Lucas Ordoñez (trio da Argentina), Edu Lamas e Nil Roca (dupla da Espanha) e Roberto Di Benedetto (França).
"O que me deixa triste é o facto de depois do Mundial passar a ser argentino novamente no campeonato. Isso dói-me muito. Portugal deu-me a possibilidade de ser português. Fiz de tudo para ser português. Por isso não percebo por que razão no campeonato sou considerado argentino. Apesar de ser capitão da seleção da Argentina, há quase dez anos que estou em Portugal. Se um dia me acontecer alguma coisa de mal – esperemos que não -, vou ser julgado como português e não como argentino. Nunca vou perceber este regulamento", disse Nicolía na entrevista a Record em dezembro.