Girão despede-se da Seleção após o Mundial: «Esta viagem está prestes a acabar para mim»
Em Novara, guarda-redes vai representar Portugal pela última vez
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Ângelo Girão vai despedir-se da Seleção Nacional após o Mundial de Novara que decorre entre 16 e 22 de setembro em Novara. O carismático guarda-redes do Sporting iniciou a carreira na seleção principal em 2013, no Mundial de Angola, e prepara agora o adeus.
"São 18 anos em que tive a sorte de estar ao mais alto nível a representar o meu país, sempre foi o meu objetivo de carreira estar presente nas seleções nacionais. Estou orgulhoso daquilo que consegui e um bocado nostálgico por saber que é a última, mas é inevitável", começou por dizer Girão, de 35 anos, aos meios de comunicação da Federação de Patinagem de Portugal.
"As pessoas crescem, a idade anda e por muito bom que esta viagem tenha sido, está prestes a acabar para mim. O que posso desejar e pedir a todos que estão presentes, que foi o que fiz na primeira reunião, foi que desfrutássemos, que criássemos um bom grupo e que cada um desse o melhor de si, não só por eles, mas também um bocado por mim, por ser a minha última competição e por querer muito ganhar. Independentemente disso, o que fica foram estes anos todos em que tive o prazer, o orgulho, o privilégio de poder vestir esta camisa, que é a melhor e a maior camisola que algum atleta pode vestir", frisou o guarda-redes.
Ângelo Girão foi campeão da Europa em 2016 e campeão do Mundo em 2019, numa final memorável para o guarda-redes ao deixar a baliza a zeros frente à poderosa seleção da Argentina. Em Barcelona, Portugal viria a vencer no desempate por penáltis. Uma exibição histórica do guarda-redes que viria, a partir daí, ver o seu mediatismo aumentar para níveis pouco vistos no hóquei em patins.