Nuno Resende não garante continuidade: «Isso nunca me preocupou»
Técnico abordou o futuro após a conquista do título de campeão
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Nuno Resende não garantiu a continuidade para a próxima época. O técnico natural de São João da Madeira conquistou o título de campeão na sua segunda época, mas tem o futuro incerto no Benfica, cenário já adiantado pelo nosso jornal após a queda na Liga dos Campeões. Depois de conquistas duas ligas italianas, o treinador das águias mostrou-se naturalmente feliz pela conquista do campeonato no seu país.
Futuro
"Futuro? Não vou responder a isso. Isso nunca me preocupou. Estive sempre muito tranquilo. A minha preocupação sempre foi o balneário. Disse na minha apresentação que queria trabalhar 24 horas por dia para o Benfica. Tudo o resto a Deus pertence. Estou sempre de consciência tranquila. Estou muito feliz."
O que lhe vai na alma?"Estou feliz pelos jogadores, direção e adeptos. Foi um trabalho árduo e é o culminar de um trabalho intenso de dois anos. No ano passado ficámos à porta e este ano conseguimos. Parece-me justo este título porque fomos a melhor equipa ao longo do ano."
O que mudou em relação ao ano passado?"Há mais tempo de trabalho, o plantel tem maior qualidade e a fase regular foi de excelência. Critica-se sempre muito o Benfica. Fomos a melhor equipa na fase regular e o 1º lugar foi conquistado aqui, vitória por 3-1, curiosamente. O que mudou é o tempo para trabalhar. Acredito no trabalho e no processo."
Análise
"Fechar o título fora de casa também é importante, ainda iam dizer que não ganhámos fora de casa no playoff. Vocês não sabem, mas as minhas equipas chegam sempre mais fortes ao fim. Foi isso que me fez ganhar em Itália. No ano passado chegámos fortes ao Porto sem dois jogadores muito influentes no jogo 5, mas com muita capacidade de lutar. Fomos felizes hoje, também tivemos a estrelinha com bolas aos postes. O Pedro Henriques esteve fantástico.
Não fico agarrado aos títulos. Não quero. Sei que daqui a dois dias a minha cabeça está fora deste título. Quando ganhei o primeiro troféu [na Oliveirense], o meu colega e treinador Tó [Neves] disse-me: ‘Vais ver que daqui a dois dias vais querer mais’. O Nicolía, Ordoñez, Pedro Henriques, Lamas e Diogo Rafael estavam há muito tempo sem ser campeões."