Portugal à conquista de Assunção: chegou a vez da Seleção principal atacar o Mundial de hóquei em patins
Principal competição arranca esta segunda-feira
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Nas últimas 10 edições do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, Portugal apenas por uma vez conquistou o título, em 2019, em Espanha, numa final decidida nos penáltis diante da Argentina, somando então o 16.º troféu, para ficar a dois do recorde dos espanhóis. Na última edição, em Itália, em 2024, o nosso país caiu nas meias-finais face à Espanha, não conseguindo depois terminar no 3.º lugar, pois cedeu diante da Itália.
É pois com o objetivo de voltar a inscrever o nome no palmarés da competição, que a Seleção Nacional inicia esta segunda-feira o Mundial de 2026 e desta vez bem longe de casa. Será em Assunção, no Paraguai, que procurará erguer de novo o troféu máximo. Mas do outro lado do Atlântico não guarda boas recordações, pois em 2022 perdeu a final para a anfitriã Argentina.
Cara nova no banco
Desta vez a comandar a Seleção estará Reinaldo Ventura, sucedendo a Paulo Freitas, que deixou a Seleção após a conquista do título europeu em setembro de 2025, em Paredes. O agora treinador do FC Porto rendeu, por sua vez, Renato Garrido, que é para já o último selecionador nacional campeão mundial.
Quanto aos jogadores que mereceram a chamada de Ventura, impera sobretudo a experiência. Desde logo com os regressos de João Rodrigues e Pedro Henriques, ausentes na lista de Paulo Freitas para o Europeu de 2025, e que gerou até criticas por parte do clube de ambos, o Benfica. Rodrigues foi campeão do Mundo em 2018, tal como Hélder Nunes e Gonçalo Alves, também presentes agora.
E quem também já foi campeão mundial foi precisamente Reinaldo Ventura, então como jogador em 2003, podendo agora sê-lo como treinador.
Todos os restantes jogadores que iniciam a edição de 2026 procuram o seu primeiro Mundial.
Mas quem já sabe o que isso é não desvaloriza o nervoso miudinho antes de uma competição com esta importância. “Há sempre! Não só pela estreia no Mundial como por vestir a camisola de Portugal. É um sonho de criança representar o nosso País e eu já tive a sorte de ir a muitas competições. Mas sabemos que temos aqui uma lacuna de títulos, porque acho que esta geração merecia (e podia) ter ganho muito mais e é com esse intuito que continuamos a cá vir. Estamos a trabalhar mais e melhor para trazer mais títulos”, disse-nos Hélder Nunes, a capitanear a Seleção neste Mundial, com João Rodrigues, que desempenhou no passado esta função, como sub-capitão.
Abrir com a Suíça
Apesar do modelo competitivo colocar nos quartos de final todas as quatro seleções que compõem cada um dos dois grupos, interessa no entanto fazê-lo o mais acima do possível na tabela de modo a evitar os colossos da outra poule, ficando o emparelhamento da fase a eliminar da seguinte forma: 1º GA/4º GB; 2º GA/3º GB; 3º GA/2º GB; 4º GA/1º GB.
E Portugal defrontará logo na fase de grupos alguns dos seus principais rivais, nomeadamente a Espanha, segundo adversário, amanhã, sendo que o jogo inaugural será esta segunda-feira, com início à meia-noite, diante da Suíça. Segue-se por último a Itália, que não é campeã mundial desde 1996 e europeia desde 2014.
Suíça (12 de outubro), Espanha (13 de outubro) e Itália (14 de outubro) são os adversários de Portugal no Grupo A. Todos transitam para os quartos de final, onde cruzam com o Grupo B
Jogadores que jogam em Portugal no Mundial de hóquei em patins:
Classificado como o melhor campeonato, é com relativa naturalidade que, além dos jogadores portugueses, haja muitos outros que fazem carreira no nosso país que estejam no Mundial.
Mas um dos grandes ausentes é, contudo, Carlos Nicolía, que terminou a carreira em 2023/24, após dez temporadas no Benfica. E foi campeão Mundial pela Argentina em 2014 e 2024.
Mas há outras estrelas, como Pau Bargalló, jogador do Benfica, e arma da Espanha apontada à baliza, ou os três irmãos Di Benedetto, que jogam no Benfica, FC Porto e Oliveirense.
Espanha, França, Chile, Argentina e Angola são os países que têm atletas que jogam no campeonato portuguguês e que são os seguintes:
Espanha:
Nil Roca – Benfica
César Carballeira – FC Porto
Pau Bargalló – Benfica
Pol Manrubia – FC Porto
Ivan Morales – OC Barcelos
França:
Roberto di Benedetto – Benfica
Carlo di Benedetto – FC Porto
Bruno di Benedetto – UD Oliveirense
Marc Rouzé – UD Oliveirense
Chile:
Joaquín Fernández – Juventude Viana
Argentina:
Conti Acevedo – Benfica
Franco Platero – UD Oliveirense
Facundo Bridge – Sporting
Facundo Navarro – Sporting
Lucas Ordóñez – Benfica
Danilo Rampulla – Sporting
Nolito Romero – Sporting
Ezequiel Mena – FC Porto
Lucas Martínez – UD Oliveirense
Angola:
Francisco Veludo – Sp. Tomar
Tiago Simões – Murches
Miguel Sardinha - AD Oeiras
Gonçalo Neto – HC Braga
França de Nuno Lopes sonha com o título Mundial
Além de Reinaldo Ventura, Portugal está também representado neste Mundial por um outro selecionador. Nuno Lopes volta a comandar a França, que só por uma vez ficou no pódio, em terceiro, em 2021. Mas chega como vice-campeã europeia em 2025, perdendo a final para Portugal.
“Seria mau da minha parte eu dizer que esse não é um dos objetivos. Sabemos que há outras seleções que pelo lado histórico são claramente mais favoritas. Mas é o lado histórico. Dentro do campo, queremos esvaziar isso e pôr a França no 1º lugar”, frisou o treinador português a Record.
Os franceses abrem o Mundial também esta segunda-feira da Argentina, seguindo-se os duelos com o Chile e Angola.
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