Renato Garrido: «Continuo a não me identificar com Cabestany»
Selecionador nacional assumiu que “Portugal não esteve ao nível pretendido”, mas também visou homónimo espanhol, com quem trabalhou no FC Porto
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O selecionador Renato Garrido começou por pronunciar-se sobre as circunstâncias sanitárias que acabaram por cancelar o jogo com a Itália, mas também foi perentório a dar o peito às balas sobre o desempenho de Portugal no Campeonato da Europa, bem como a dirigir duras críticas à postura do homólogo espanhol Guillem Cabestany, com quem trabalhou no FC Porto, e todos os outros intervenientes no famoso França-Espanha.
"Vínhamos preparados para jogar com a Itália, mas é evidente que estes casos positivos preocuparam-nos. Tomámos todas as medidas de segurança possíveis, com todos os jogadores em quartos individuais", comentou o técnico, para logo de seguida fazer um balanço ao desempenho luso na competição: "Sabemos que não estivemos ao nível que queríamos, mas não foi por falta de empenho ou atitude. Foi porque as coisas não saíram como pretendido. Temos noção disso, mas sinto-me orgulhoso pela forma de estar e entrega de todos".
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Desabafo, contudo, que, como não podia deixar de ser, não passou ao lado do desenrolar do França-Espanha que acabou por impedir o apuramento de Portugal para a final e que também serviu de argumento para o selecionador dar expressão a todo o seu desagrado.
"Fomos dependendo de nós até ao jogo com a Espanha, onde não conseguimos dois golos de vantagem porque não nos deixaram. Vi muita coisa má na arbitragem a acontecer. Era importante haver seriedade de comportamentos, porque não consigo separar as coisas, mas não quero falar sobre isso, apenas dizer que não conheço ninguém na estrutura da seleção francesa, mas conheço o treinador espanhol porque saí de um clube onde estive durante 20 anos porque não me identificava realmente nada com ele. Continuo a não me identificar em nada com ele", vincou Renato Garrido, para logo de seguida deixar um apelo a todos os intervenientes da modalidade: "Quando estamos dependentes de terceiros, estamos sempre sujeitos, mas as pessoas devem ser responsabilizadas pelas atitudes que têm, como acontece em todas as vertentes da sociedade. Assumo as nossas responsabilidades, não atingimos os objectivos e devíamos ter feito mais, pelo que não vou arranjar desculpas para isso, mas sou um apaixonado por esta modalidade e peço a todos os intervenientes no caso que façam uma reflexão ao que fizeram ao hóquei em patins".