Sofia Moncóvio e o regresso às vitórias: «Quisemos aplicar o nosso hóquei e resultou»
Atleta do Benfica apontou 6 golos na goleada por 16-1 ao Brasil, no Mundial feminino
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Após a goleada por 16-1 de Portugal ao Brasil, no Mundial feminino de hóquei em patins, Sofia Moncóvio falou a Record e admitiu que estava no pensamento das jogadoras à derrota (1-4) perante a Itália na jornada anterior.
"Aplicámos aquilo que nos foi pedido. Acho que a grande diferença do jogo de ontem, que acho que não foi um jogo mal conseguido da nossa parte, foi que pecámos na finalização. Sei que estou a voltar ao dia de ontem, mas quem viu o jogo sabe perfeitamente que dominámos completamente o jogo. Fizemos as nossas coisas e infelizmente não fizemos aquilo que é necessário para ganhar um jogo de hóquei, que é pôr a bola dentro da baliza. Hoje não vimos para aqui com a necessidade de marcar muitos golos para elevar a nossa moral. Isso não funciona assim. Sabemos aquilo que trabalhamos, o que nos é pedido, o modelo de jogo que praticamos. Tínhamos a regra que só podemos marcar golo com as nossas jogadas, aplicando os nossos modelos, não importa os números. Ontem não fizemos, aqui tentámos fazê-lo. Se o número foi elevado, ainda bem, quer dizer que conseguimos aplicá-lo diversas vezes. Nunca entramos em pista a desvalorizar o Brasil e a querer marcar golos de qualquer forma, quisemos sim, aplicar o nosso hóquei e felizmente que resultou o número de vezes que resultou", am a internacional lusa, que apontou seis golos diante da seleção canarinha e nesta altura a melhor marcador do torneio, a par de Elena Tamiozzo (Itália), com dez no total.
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A hoquista do Benfica assume ainda que não foi fácil de digerir o desaire com as transalpinas, mas que a equipa tem a responsabilidade de reagir.
"Obviamente que a nossa moral pode ter ido abaixo por 5 minutos depois do jogo de hóquei, mas num campeonato do mundo em que jogas diariamente, a resposta que tens de dar não é para os outros, é para ti próprio e acho que a melhor forma é reagir no dia a seguir, seja com que adversário for. Temos, não vou dizer a sorte de termos tido um adversário não tão exigente, que se calhar moralmente pode ter ajudado certas jogadoras ou certos números, mas não, essa resposta tem de ser feita por nós próprias, pelo facto que estamos do outro lado do mundo a representar o nosso País, temos a responsabilidade de reagir, ponto final", remata.