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Últimas emoções no Pavilhão da Luz

37 ANOS DE EXISTÊNCIA

A "Catedral" vai abaixo, mas a história permanece. O "velhinho" Pavilhão da Luz, inaugurado no dia 15 de Maio de 1965, não chega a cumprir 38 anos de idade. Durante 37 Primaveras o recinto foi palco de algumas das maiores alegrias dos milhares de adeptos benfiquistas, que se deleitaram com as grandes vitórias das suas equipas, nomeadamente as alcançadas pelo basquetebol e hóquei em patins, as modalidades que mais troféus conquistaram no Pavilhão da Luz.

"No dia 19 de Março cessam todas as actividades desportivas no recinto e no dia 22 está agendada uma festa e concerto no local. Depois o pavilhão vai abaixo com o resto do estádio", refere João Salgado, secretário-geral do Benfica e chefe de gabinete do presidente Manuel Vilarinho. Uma medida que implicará a transferência do basquetebol para o Pavilhão do Casal Vistoso (onde já está o voleibol) e do hóquei em patins para um pavilhão na Parede.

E não é necessário ter memória de elefante para recordar algumas tardes e noites gloriosas na Luz. Parte significativa dos 20 títulos conquistados pelo basquetebol das águias tiveram como epicentro o local, que este fim-de-semana encerra o seu ciclo de espectáculos desportivos com uma curiosidade: a Oliveirense – hoje no hóquei em patins e amanhã no básquete – será o adversário do Benfica no adeus à "Catedral".

"Tive o privilégio de jogar durante dez anos naquele recinto. Ninguém consegue ficar indiferente a este facto. Foi na Luz que vivi os momentos mais marcantes da minha carreira desportiva. Ainda antes de vir para o Benfica, quando actuava no FC Porto, sentia uma espécie de magia e um grande respeito por ir jogar à Luz. Existia uma atmosfera especial, que se foi perdendo nos últimos anos", recorda Carlos Seixas, um ex-basquetebolista benfiquista que integrou a grande equipa que imperou no basquetebol luso durante as décadas de 80 e 90, então sob a égide do marcante e carismático técnico Mário Palma, o qual vai estar ausente da festa do adeus devido aos seus compromissos profissionais em Angola.

Grandes enchentes

Na retina de muitos estão as grandes enchentes no Pavilhão da Luz. Recordamos, por exemplo, um célebre Benfica-Panathinaikos, a contar para a Taça dos Campeões Europeus de basquetebol. O "Pana" venceu (76-69) um jogo a que assistiram cerca de 5500 espectadores, que deixaram nas bilheteiras uma receita de 3 500 contos (cerca de 17 500 euros). Absolutamente notável. E muitas pessoas não puderam entrar no recinto.

Amanhã, muitos adeptos encarnados (e não só) vão sentir bem forte as últimas emoções e palpitações no interior de um dos recintos desportivos com mais história no desporto nacional. Para alguns restará a consolação de comprarem uma cadeira para se lembrarem melhor dos grandes feitos do seu clube predilecto. É o ciclo da vida.

Convidadas mais de 100 antigas figuras

A festa começa às 15.30 horas de amanhã e promete juntar mais de uma centena de figuras do clube, entre ex-praticantes, treinadores e dirigentes. Foram endereçados convites a ex-atletas do clube como Carlos Lisboa e Jean Jacques; ao lendário técnico Teotónio Lima – Mário Palma não participa porque está em Angola a treinar o 1º de Agosto – e a ex-dirigentes como Carlos Móia, JM Antunes e António Figueiredo.

Quanto aos notáveis, foram convidados Luís Filipe Vieira, Hermínio Loureiro, Mário Saldanha e Carlos Antunes.
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