Uma corrida pela pista de fora

Primeiro objetivo é passar aos "quartos", perante Alemanha, Brasil e Áustria...

Uma corrida pela pista de fora
Uma corrida pela pista de fora • Foto: LUSA

Já nada é como antes. Portugal, que dominou a modalidade durante largos anos, perdeu a hegemonia e viu-se ultrapassado no palmarés do Mundial (16 contra 15 medalhas de ouro) pela pentacampeã Espanha, que a partir de hoje começa a defender o título em La Roche-Sur-Yon (Vendée), França. E é por isso que, apesar de a Seleção continuar a ser a equipa com mais medalhas (38 contra 35 da Espanha), já não é assumida pelo seu treinador como uma das favoritas, tendo em conta o poderio dos adversários e o jejum desde o Mundial’2003, ano do último título de Portugal, em Oliveira de Azeméis.

"A Espanha defende o título, a Argentina tem uma equipa fortíssima e a Itália é campeã europeia. Estamos a correr pela pista de fora, embora perto dos candidatos. Mas estamos preparados, pois para ganharem a Portugal têm de ser muito competentes", garantiu o selecionador Luís Sénica.

O primeiro objetivo das quinas, que se estreiam amanhã frente a germânicos, é passar aos quartos-de-final pelo Grupo C (apuram os dois primeiros). Luís Sénica analisou os adversários:"A Alemanha tem tido uma boa evolução competitiva, demonstrada no Europeu de Alcobendas [4.ª]. É uma das melhores seleções do grupo, pelo que teremos de entrar muito concentrados. Já o Brasil apresenta-se sempre em bom nível, com jogadores de qualidade, que atuam na Europa e em Portugal. Só a Áustria procura afirmar-se, estando num patamar abaixo das outras duas seleções. Será importante entrarmos bem e preparados para dar uma boa resposta, jogo a jogo. Creio que esta 42.ª edição será mais competitiva que o Mundial de Angola."

Depois do estágio no Luso, que "decorreu com a condicionante de não ser fácil trabalhar após uma época muito longa", Sénica refere que foram cumpridos os objetivos físicos e táticos:"Poderemos ser mais incisivos na defesa ou assumir o ataque, com a consciência de ser capazes de terminarmos as partidas a ganhar. A escolha dos 10 jogadores convocados teve de ser criteriosa. A lógica recaiu sobre os que neste momento estão em melhor condição.

Opinião - Alexandre Reis

Dura realidade

Portugal era sempre um dos favoritos à partida para um Mundial, mas, por muito que a realidade doa, as quinas apenas conseguiram ganhar quatro medalhas de bronze nas cinco edições do Mundial que se seguiram a Oliveira de Azeméis’2003. É mais de uma década sem títulos para Portugal, que no passado dominou em todas as frentes. Não admira, por isso, que o selecionador Luís Sénica tenha expectativas comedidas para La Roche-Sur-Yon. Portugal tem feito a renovação, tem qualidade, mas ainda não tem jogadores com o carisma de campeões como Livramento ou Ramalhete, para recordarmos alguns dos génios das gerações mais antigas, ou de um Tó Neves, Pedro Alves ou Paulo Almeida, para lembrar as mais recentes. Afinal, se Portugal chegar à final ou quiçá à medalha de ouro, será uma surpresa, que esteve perto de acontecer no Europeu, onde o título só escapou porque se falhou um golo frente à Itália e permitiu o empate à Espanha nos segundos finais.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Geral ver exemplo

Ultimas de Hóquei em Patins

Notícias
Notícias Mais Vistas