Diogo Ganchinho: «Desistir é algo em que não acredito»

Português lembra o que sucedeu há quatro anos

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• Foto: COP
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O ginasta Diogo Ganchinho assumiu esta terça-feira ter valido a pena a espera de quatro anos para a conquista da medalha de bronze nos Jogos Europeus, em declarações após a prova de Minsk.

"Tem o peso de quem esperou. Há quatro anos estive na final, mas, infelizmente, não consegui concretizar o meu exercício até ao fim. Não foi o meu momento. Tive a paciência de continuar a acreditar e trabalhar para chegar o momento. Acho que é esse o peso e vale a pena. Desistir é algo em que não acredito", disse.

Diogo Ganchinho totalizou 58,660 pontos, atrás do bielorrusso Uladzislau Hancharou, com 60,045, e do russo Mikhail Melnik, com 59,435, que o destronou do segundo lugar obtido pelo luso na qualificação: na sincronizada, na terça-feira, tinha sido quarto com Diogo Abreu, muito próximo do bronze.

"Não foi vingança (pelo quarto lugar). A este nível toda a gente tem performances extraordinárias. Demos o nosso melhor e faltou um bocadinho. Hoje, pelos resultados, o Diogo Abreu poderia estar nesta final. Esta medalha é também para ele, porque foram sete centésimos de diferença. Foi uma medalha para nós os dois", sublinhou. 

Ganchinho deseja que este pódio "tenha um impacto que não seja passageiro", confiando que a ginástica vai voltar a brilhar em Tóquio'2020 e nos Jogos Europeus de 2023, além de conseguir cativar mais jovens a praticar a modalidade.

"Espero que comecem a praticar mais ginástica e a divertir-se com ela. Temos de desfrutar, não pode ser só a pressão destas competições", acrescentou.

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