COI cria fundo de 140 milhões de dólares para apoiar atletas olímpicos
Será pago após cada ciclo olímpico
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O Comité Olímpico Internacional (COI) vai disponibilizar mais de 140 milhões de dólares (cerca de 120 milhões de euros) para financiar bolsas de apoio a atletas que participem nos Jogos Olímpicos, anunciou o organismo, em Lausana, na Suíça. A medida do COI surge após anos de pressão para a introdução de prémios financeiros no movimento olímpico.
O projeto foi apresentado pelo antigo basquetebolista espanhol e membro do COI Pau Gasol, que sublinhou que o apoio "não é prémio monetário", mas sim um mecanismo de financiamento adicional para atletas.
"Esta é uma vitória para todos nós", realçou Gasol, que representa os atletas no conselho executivo do COI, composto por 15 membros.
Numa primeira fase, poderão candidatar-se cerca de 2.900 atletas que competiram nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, que se realizaram em fevereiro deste ano.
Depois dos Jogos Los Angeles'2028, cerca de 14 mil atletas poderão candidatar-se às bolsas, num montante total estimado de 140 milhões de dólares (cerca de 123 milhões de euros) desde que cumpram alguns critérios, entre os quais não terem qualquer controlo antidopagem positivo.
A criação do fundo foi o ponto central da reunião dedicada à definição da estratégia futura sob a liderança da presidente do COI, Kirsty Coventry, que assumiu funções há um ano.
A antiga nadadora do Zimbabué, de 42 anos, cinco vezes olímpica e duas vezes campeã olímpica, é a primeir mulher a presidir ao organismo e a que mais recentemente competiu nos Jogos.
A discussão sobre apoios financeiros ganhou força após a decisão da World Athletics, liderada pelo britânico Sebastian Coe, de atribuir 50 mil dólares (cerca de 44 mil euros) -- aos campeões olímpicos do atletismo em Paris2024.
"Este é um momento histórico para o movimento [olímpico] e estou absolutamente encantado por estar presente neste momento em que isto foi anunciado", disse, elogiando a política de Coventry.