COI levanta restrições e russos passam a poder competir e participar em Los Angeles'2028

Mas não existe ainda a possibilidade de poderem competir sob o seu hino e bandeira

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Vladimir Putin
Vladimir Putin • Foto: D.R.
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O Comité Olímpico Internacional (COI) levantou, esta terça-feira, as restrições aos atletas russos para competirem nos eventos mundiais, incluindo as qualificações para os Jogos Olímpicos Los Angeles'2028.

A comissão executiva do COI, reunida na sua sede, em Lausana, Suíça, levantou provisoriamente a suspensão do Comité Olímpico Russo (ROC), decretada no outono de 2023, com o fundamento de que este já não conta entre os seus membros com organizações desportivas de regiões ucranianas ocupadas.

Esta decisão, que surge exatamente dois meses depois de terem sido levantadas as restrições aos atletas da Bielorrússia, não contempla ainda a possibilidade de os desportistas russos poderem competir sob o seu hino e bandeira.

Em sentido contrário, na sexta-feira, a World Athletics reiterou que iria manter a sua política de exclusão de atletas, representantes e treinadores russos e bielorrussos, uma política que o organismo que dirige o atletismo mundial já tinha revisto em 2023, 2025 e março de 2026, argumentando que "nenhum progresso concreto em direção às negociações de paz se materializou".

Esta reintegração gradual, recomendada já às federações internacionais das respetivas modalidades, é acompanhada de exigências particulares no controlo antidopagem, "tendo em conta o ceticismo da comunidade desportiva mundial", precisa o COI em comunicado.

Esta recomendação tem em conta o escândalo internacional de doping patrocinado pelo Estado na Rússia, exposto em novembro de 2015 num relatório da Agência Mundial Antidoping (WADA), esquema institucional que ganhou acrescidas proporções em 2016 com as conclusões do Relatório McLaren e das denúncias do ex-diretor Grigory Rodchenkov, ex-diretor do laboratório antidoping russo.

Assim, cada atleta russo que regresse às competições internacionais terá de se submeter a "vários testes", de acordo com um programa definido em conjunto pelas federações internacionais e pela Agência Internacional de Controlos.

Ainda assim, o regresso dos russos ao seio do desporto mundial revela-se mais cauteloso do que o dos bielorrussos, decidido no início de maio pelo COI, sem condições específicas, sendo que estes puderam recuperar o hino e as suas cores, abandonando o estatuto de atletas com bandeira neutra.

A Rússia também não receberá eventos internacionais sob a égide do COI, nem os representantes do Estado serão convidados para qualquer iniciativa ou evento seu, ficando ainda a promessa de "acompanhar de perto" as suas atividades no país.

Oportunamente, o COI promete pronunciar-se sobre a utilização, durante os Jogos Olímpicos, da bandeira, hino ou qualquer símbolo russos, deixando, entretanto, cada federação internacional fixar as condições nas suas competições.

Tradicionalmente um dos países com maior peso olímpico, a Rússia está, desde 2016, privada das suas cores na arena olímpica, primeiro devido ao escândalo de doping orquestrado pelo Estado, que lhe valeu competir sob a bandeira olímpica (2018) e depois sob a do ROC (2021 e 2022).

Quatro dias após o encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em fevereiro de 2022, o exército russo invadiu a Ucrânia com o apoio da Bielorrússia, desencadeando uma série de sanções desportivas que se juntaram à indignação da comunidade internacional.

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