Constantino avança mas espera para ver

Atual presidente mantém tabu, mas eleições nas federações olímpicas estão a ser-lhe favoráveis

• Foto: Paulo Calado
As eleições para o Comité Olímpico de Portugal (COP) vão ser marcadas para fevereiro de 2017 e José Manuel Constantino, atual presidente, mantém a vontade de avançar para a disputa de um novo mandato, "desde que haja apoios das federações e convergências de ideias", disse a Record, em Doha, no Qatar, mas sem concretizar uma data para a formalização da candidatura.

As reservas de Constantino em assumir-se já prendem-se com a realização de eleições em várias federações olímpicas, que poderão alterar o xadrez político, mas, para já, os resultados têm-lhe sido favoráveis. A reeleição de Pedro Miguel Moura na FP Ténis de Mesa reforça o movimento das federações encabeçadas por António José Silva, da Natação (já reconduzido no verão), que manifestou a vontade de o apoiar – em setembro eram 15. E também a mudança de poder na FP Vela – que antes lhe era adversa – pode virar-se a seu favor. "O universo eleitoral tem-se mantido estável, à exceção da vela. Mesmo havendo alterações, a linha é de continuidade", sublinha o presidente do COP. Subsistem, no entanto, as dúvidas em relação à FP Atletismo, onde o candidato desafiante, António Nobre, integrou a lista de Marques da Silva, opositora de Constantino nas anteriores eleições do COP.

Apesar de ter sido bastante questionado, no período pós-Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, nos quais Portugal não atingiu o objetivo de conquistar duas/três medalhas, o atual líder do COP decidiu mostrar disponibilidade não só devido ao apoio das federações, mas por ter recebido o suporte de "vários titulares de cargos públicos", que entende não dever especificar. Na prática, quando decidir concorrer, Constantino quer fazê-lo na certeza de que vai ganhar as eleições e um dos seus apoios de peso continua a ser a vice-presidente Rosa Mota, que o acompanhou na AG da ANOC no Qatar.

Para se apresentarem às eleições do COP, os candidatos precisam reunir o apoio de um terço das federações olímpicas (31, agora com a inclusão de karate e surf). Estas valem quatro votos, enquanto as federações não olímpicas e os membros extraordinários apenas um.
Por António Varela
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