Desporto faz vénia ao Dia da Mulher

Várias homenagens esta terça-feira

• Foto: Pedro Catarino

A história relata que em 1857 130 mulheres terão morrido carbonizadas em Nova Iorque por terem reivindicado melhores condições de trabalho na fábrica onde laboravam. Dezanove anos depois, a líder socialista alemã Clara Zebrino propunha a instituição do Dia Internacional da Mulher, que passou a vigorar a 8 de março. Cento e quarenta anos depois dessa efeméride, continuam ainda a ser visíveis algumas desigualdade entre os sexos.

Hoje menos, é certo, mas ainda longe de estarmos perante um Mundo onde homens e mulheres são considerados da mesma forma quando se trata, por exemplo, de terem as mesmas oportunidades de ocuparem cargos de chefias. O desporto não foge à regra. Mas é bom constatar que as mentalidades estão a mudar, por isso já é frequente vermos o dirigismo feminino a impor-se.

Para assinalar a data de mais um Dia Internacional da Mulher, o Comité Olímpico de Portugal (COP) vai homenagear várias personalidades que se destacaram ou se destacam no papel de dirigentes. "No dirigismo desportivo, em Portugal, a situação está ainda muito longe do ideal. Existem ainda poucas mulheres e são pouco reconhecidas. Foi por isso que o Comité Olímpico de Portugal decidiu homenagear mulheres que têm, ou tiveram, um papel relevante e pioneiro no associativismo desportivo no nosso país", frisou Rosa Mota, um símbolo do desporto português, e agora também ela dirigente, sendo vice-presidente do COP.

A antiga campeã olímpica da Maratona é da opinião que faz sentido a existência da data que hoje se comemora. "O dirigismo desportivo precisa também do equilíbrio de género. Penso que, pelo menos neste aspeto, ainda se justifica o Dia da Mulher".

Isabel Ribeiro é a 1ª presidente do centenário SAD

Foram precisos 93 anos para uma das coletividades desportivas mais importantes de Portugal ver uma mulher na presidência. Isabel Ribeiro, 48 anos, preside ao Sport Algés e Dafundo, que este ano comemora o seu centenário. "Só muito depois de ter chegado ao cargo é que me disseram que era a primeira mulher. Fico feliz, mas ao mesmo tempo lamento a demora de uma mulher chegar a presidente." Diz ainda que o facto de ser a primeira mulher a presidir à instituição lhe confere "uma maior responsabilidade", admitindo que há sete anos, quando assumiu o cargo, nunca pensou "ficar tanto tempo".

Sobre o Dia Internacional da Mulher, diz concordar com a sua existência. "Pelo menos um dia por ano fala-se no assunto." Isabel Ribeiro refere, por outro lado, que o seu exemplo abriu caminho para outras mulheres chegarem a dirigentes. "Fui a primeira no concelho de Oeiras, hoje já somos nove."

Por Ana Paula Marques
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