João Paulo Azevedo aponta a medalhas em Tóquio porque se não "nem saía de casa"

Atirador português diz que "o mínimo que gostaria de atingir seria uma final, os seis primeiros"

• Foto: Lusa

O português João Paulo Azevedo esteve cerca de ano e meio sem competição internacional mas isso não o impede de apontar às medalhas no tiro com arma de caça nos Jogos Olímpicos Tóquio'2020, adiados para este verão.

"Vou lá lutar por medalhas. Se não fosse por isso, nem saía de casa. O mínimo que gostaria de atingir seria uma final, os seis primeiros, e o máximo são as medalhas", resume, em entrevista à Lusa.

À margem de um treino em Vila Verde, no distrito de Braga, no 'seu' Clube de Caça e Pesca de Vila Verde, o atirador conta à Lusa que tem expectativas altas antes do evento, que arranca em 23 de julho, e que marcará a sua estreia em Jogos Olímpicos.

A competição internacional, de que está ausente há ano e meio, "dá um estofo diferente" mesmo que as provas do Nacional, por exemplo, já tenham sido reatadas, o regresso a provas no estrangeiro, "três ou quatro" antes de Tóquio2020, já dará para "retomar o caminho".

"Com o anúncio de que iriam realizar-se em 2021, começámos uma preparação mais lenta. Estamos agora a começar mais forte para chegar a um pico de forma em junho e julho, e chegar na melhor forma aos Jogos. Os resultados têm saído e não estou longe da minha melhor forma", acrescenta.

Natural de Vila do Conde, onde vive e trabalha, conquistou um lugar entre os olímpicos ao acabar a Taça do Mundo de Lahti, na Finlândia, no segundo lugar da prova de fosso olímpico (trap), uma medalha de prata a juntar a variados resultados de monta em provas que juntam os melhores da modalidade.

Preparava-se, tatuagem e tudo, para fazer valer a vaga no verão de 2020, mas a pandemia de covid-19 adiou os planos para este ano, uma mudança foi "não um choque mas uma surpresa" e a que já se acostumou, a um dia de faltarem 100 dias para a cerimónia de abertura.

A falta de ritmo internacional, "para quem está habituado a cinco ou seis [provas] por ano", talvez "se note", e a testagem constante, a estada mais curta na aldeia olímpica, bem como a possibilidade da vacinação, diz, são "um extra, mas não influenciam em nada" a prova.

Fora da competição, espera "uma coisa não tão animada" como seria num ano 'normal', com público e confraternização em torno do evento, entre atletas e comitivas, além de cair por terra a possibilidade de descobrir a terra do sol nascente.

"Ficará o Japão por conhecer, onde poderíamos conhecer uma cultura diferente, mas há tempo para ir visitar. Temos de pensar é na competição, que é o expoente máximo", conta.

Para depois fica a promessa de levar a família a Tóquio, para conhecerem o local onde esteve, até porque já tinha passagens compradas, e tudo tratado, para que fossem ver a sua estreia, agora inviabilizado pela impossibilidade de receber público estrangeiro.

Na quarta-feira ficam a faltar 100 dias para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, que vão realizar-se entre 23 de julho e 08 de agosto, depois de terem sido adiados devido à pandemia de covid-19.

Por Lusa
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