Luís Alves Monteiro: «Medidas do Governo são positivas»

Presidente da AAOP realça importância dos apoios ao pós-carreira dos atletas olímpicos

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Luís Alves Monteiro, presidente da Associação dos Atletas Olímpicos de Portugal (AAOP), reagiu às novas medidas do Governo, que visam a proteção dos desportistas de elite no pós-carreira, considerando as ações legislativas positivas.

"As novas medidas do Governo de apoio ao pós-carreira, propõe isenções contributivas, ajudas financeiras e quotas até 5% para empregos na Função Pública para atletas Olímpicos e Paralímpicos medidas que considero positivas. O secretário de Estado tem-se empenhado em resolver algumas destas questões estruturais, mas os recursos na economia e consequentemente do Governo são por definição  limitados e há que fazer escolhas, mas à luz destes resultados parece-me ser ter sido capaz  de fazer uma boa negociação interna o que é muito importante para a importância que o desporto merece por parte da classe politica. Sobre a empregabilidade, aquilo que me transmitem é que há poucos concursos com vagas de 15 pessoas, para ter uma quota 5% disponíveis para atletas, no entanto já me parece útil terem flexibilizado esta medida nos casos em que o número de lugares seja igual ou superior a três e inferior a 15, dar a possibilidade á entidade contratante poder fixar uma quota de um lugar a preencher pelos atletas", sustentou a Record Luís Alves Monteiro, antigo olímpico em Los Angeles'1984, no pentatlo moderno.

O dirigente abordou ainda os outros apoios dados pelo Governo: "Quanto às restantes medidas realço as que  prevêm isenções contributivas, ao equiparar o praticante desportivo com pelo menos oito anos no regime de alto rendimento (A ou B) a jovem à procura de primeiro emprego e o Apoio à contratação, ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego de praticantes de alto rendimento medidas estruturantes que saem nitidamente em beneficio daquelas que se esgotam no tempo, como as ajudas pecuniárias."

Luís Alves Monteiro deixa ainda recados: "Duas notas vamos ver daqui a um ano os resultados e perceber a bondade das medidas... Os números atuais de atletas a trabalhar em organismos públicos são fracos para não lhe chamar miseráveis. Há uma boa prática das autarquias em empregar atletas olímpicos, mas não é nada estruturado, é fruto de carinho local. Alargar esta boa prática a nível nacional seria ótimo."

O presidente da AAOP apela ainda ao debate entre as instituições: "A outra nota teria a ver necessáriamente com uma politica de comunicação sistematizada das medidas para todos os intervinientes no processo, e da compreensão total por parte dos receptores, matéria em que os governos normalmente falham. Aconselhamos vivamente a promover sessões de esclarecimento junto dos atletas, a AAOP já se disponibilizou junto das entidades competentes para o esclarecimento do diploma em causa após a sua publicação, até para beneficio de todos e da efectividade das mesmas.,  porque é interveniente previligiado junto dos atletas olímpicos."

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