O chefe de avaliação do Comité Olímpico Internacional aos Jogos de Tóquio'2020, John Coates, disse esta quinta-feira estarem a ser estudadas medidas para combater o calor extremo previsto para o período do evento.

"Estamos conscientes de que nos temos de preparar para calor extremo. Não é o primeiro país a receber os Jogos com esse calor, é uma consequência natural de julho e agosto", indicou Coates em conferência de imprensa, numa visita de dois dias a Tóquio.

Os Jogos de 2020 realizam-se entre 24 de julho a 9 de agosto, período em que o centro de Tóquio chega a atingir os 35 graus centígrados, sendo comum um aumento nas urgências hospitalares, devido aos efeitos do calor.

John Coares explicou hoje que cada local de competição será preparado para combater o calor.

"O efeito do calor é algo que já tinha pensado para as competições de remo", indicou o responsável, explicando que após as provas é preciso assegurar espaços aclimatizados, com ar condicionado.

O governo japonês está também a planear medidas com a aplicação de pavimentos que emitam menos calor e a plantação de árvores mais altas junto às bermas.

Outro aspeto a ter em atenção será com as provas em estrada, nomeadamente a maratona, cujos horários serão o mais cedo possível.

Na sua visita de dois dias, o responsável esteve em vários locais de competição, entre os quais o Estádio Nacional, no centro de Tóquio, os pavilhões de badminton, lugares de competição equestre, de remo e de canoagem.

Hoje, a organização divulgou que o percurso da tocha olímpica começará em Fukushima, área atingida em 2011 por um tremor de terra, seguido de tsunami e desastre nuclear.

A rota foi aprovada pelo Comité organizador, e a tocha sairá em 26 de março de 2020 de Fukushima, seguirá para Okinawa, antes de regressar a norte, tendo chegada prevista a Tóquio em 10 de julho de 2020.

A organização pretende que o percurso da tocha - que passará por 47 prefeituras e terminará em 24 de julho, com o acender da chama olímpica - ajude a demonstrar a recuperação do Japão após o desastre que provocou a morte de mais de 18.000 pessoas.

Autor: Lusa