Suspeitas de corrupção na atribuição dos Jogos Olímpicos a Tóquio

Empresário terá recebido milhões para pressionar membros do COI

• Foto: Reuters

Apenas uma semana depois do adiamento dos Jogos Olímpicos, surgem agora suspeitas de corrupção na escolha de Tóquio para organizar o evento.

Segundo a Reuters, o empresário japonês Haruyuki Takahashi recebeu 8,2 milhões de dólares (7,5 milhões de euros) enquanto executivo da agência de publicidade Dentsu Inc., empresa responsável para promover a candidatura de Tóquio. O empresário admitiu à agência de notícias que ofereceu relógios de luxo e câmaras digitais a membros do Comité Olímpico Internacional, tais como o franco-senegalês Lamine Diack, para influenciar a decisão. "Ninguém fica de mãos vazias. Isso é do senso comum", disse Takahashi à Reuters. Certo é que nos registos bancários da candidatura de Tóquio estão discriminados gastos de 42.400 euros na empresa de relógios Seiko, que foram distribuídos em festas de promoção de Tóquio a anfitriã do evento.

Depois da candidatura ter sido bem-sucedida, Takahashi acabou por ser nomeado para o comité organizador dos Jogos.

Contactado por Record, José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal, não se mostrou surpreendido. "Não é nenhuma novidade. Nos últimos anos todas as nomeações estiveram sob suspeitas de corrupção. Ainda há dois dias foi o Eduardo Paes, antigo presidente da câmara do Rio de Janeiro."

Por Rafael Godinho
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