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Número um nacional e 66 do 'ranking' ATP já esperava este desfecho
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O tenista português João Sousa considerou esta terça-feora "triste", mas "compreensível", a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de adiar os Jogos Olímpicos Tóquio2020 para o próximo ano, na sequência da pandemia de Covid-19.
"É uma notícia triste para nós, mas é uma medida necessária para que tudo volte à normalidade e possa acontecer da melhor maneira. Agora, é esperar pelas novas noticias e que tudo corra pelo melhor", defendeu o vimaranense.
João Sousa, número um nacional e 66 do 'ranking' ATP, disse ainda que o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que deveriam realizar-se de 24 de julho a 9 de agosto, "já era algo que estava no ar e uma decisão que tinha de ser tomada."
"Obviamente que, depois de toda a situação mundial que está a acontecer, era previsível. Acho que acabou por fazer algum sentido, já que muitos dos atletas olímpicos que iam estar presentes em Tóquio têm visto algumas dificuldades acrescidas na preparação e treino, uma vez que muitos dos países têm optado pelo estado de emergência. Acaba por ser compreensível esta decisão do COI. Agora falta-nos saber a data", frisa o minhoto.
Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia de covid-19, anunciaram hoje o Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador dos Jogos, em comunicado.
"Nas presentes circunstâncias e baseado nas informações dadas hoje pela Organização Mundial de Saúde, o presidente do COI [Thomas Bach] e o primeiro-ministro do Japão [Shinzo Abe] concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021", lê-se no comunicado.
Esta decisão foi, de acordo com o mesmo documento, tomada "para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional".
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.
Em Portugal, há 30 mortos e 2.362 infetados confirmados. Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 2 de abril.
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