Tóquio'2020: Inês Henriques espera pelos 50 km marcha e tem 20 km como plano B

Atleta aguarda decisão final do Tribunal Arbitral do Desporto

• Foto: Reuters

A atleta Inês Henriques admitiu esta sexta-feira que vai tentar a qualificação para os 20 km de marcha dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, caso não seja introduzida a distância de 50 km, na qual foi campeã do mundo em 2017.

"Eu estive no topo da pirâmide durante dois anos e, neste momento, estou na base. Tenho de reconhecer onde estou e estou a trabalhar todos os dias para subir degraus, de forma firme, para ir aos Jogos Olímpicos, independentemente de haver 50 quilómetros ou não. Nos 20 não tenho as mesmas ambições, mas sei que tenho qualidade para ficar entre as 16 primeiras", afirmou a marchadora.

Inês Henriques, de 39 anos, foi recordista do Mundo, campeã do Mundo e da Europa nos 50 quilómetros, depois de presenças em três edições de Jogos Olímpicos, com o 25.º lugar em Atenas'2004, o 15.º em Londres'2012 e o 12.º no Rio'2016.

"Ainda espero a resposta do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que já foi adiada várias vezes, mas está prevista para 29 de novembro. Vamos aguardar, mas eu estou a fazer o meu trabalho de base, que é corrida, para introduzir a marcha", explicou a marchadora, após o encontro nacional de atletas olímpicos, em Sintra.

A atleta natural de Rio Maior reconheceu que dessa decisão depende o planeamento do resto da época, mediante a distância, assumindo-se confiante de uma resposta positiva do TAS, depois da desistência nos Mundiais de 2019, em Doha.

"A preparação para o Mundial foi difícil. Eu gosto de cumprir o plano de treino à risca e, como estive lesionada no início do ano, não consegui. Tive dificuldades em regressar, superei-as, mas houve um momento, sem que eu me tenha apercebido, em que o meu corpo deixou de responder. Tentei fazer o melhor possível para estar no Mundial, as condições eram terríveis, e infelizmente desfaleci aos 36 quilómetros", recordou.

Mesmo assim, Inês Henriques assumiu a sua perseverança: "Senti mesmo que o chão estava a fugir-me dos pés, poucas vezes isso aconteceu na minha carreira. Costumo dizer que o que não nos mata torna mais fortes e esta adversidade não me matou, vou ficar mais forte".

Por Lusa

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