Em 1976, ao fim de mais de seis décadas de presenças (embora limitadas) em competições internacionais, Portugal conseguiu as suas primeiras medalhas, através de Carlos Lopes: ouro no Mundial de corta-mato, prata nos Jogos Olímpicos. Trinta e seis anos depois, já são mais de 200 medalhas: Dulce Félix ganhou a 262.ª, segundo os critérios da Federação Portuguesa de Atletismo, ou a 208.ª, se considerarmos apenas Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus.
Em 1975, o prof. Moniz Pereira apresentou à Direção-Geral dos Desportos (hoje Instituto do Desporto), então liderada por Melo Carvalho, um plano que previa a requisição dos principais atletas aos seus empregos da parte da manhã, para que pudessem fazer dois treinos por dia e tivessem o necessário descanso. O plano foi aprovado e, meses depois, Portugal começava a ganhar medalhas.
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