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João Costa repetiu, este sábado, o sétimo lugar de Sydney'2000 e conquistou o primeiro diploma para Portugal em Londres'2012, na prova de pistola de ar comprimido (PAC) a 10 metros, o que para o militar "já é uma medalha".
"Um diploma é um diploma. Foi aquilo que consegui. Aspirava a mais, com certeza, toda a gente aspira a mais, mas temos de ter consciência do que somos capazes e um diploma é uma medalha. Sim, é uma medalha", afirmou no final da prova.
O sargento-ajudante da Força Aérea disse ainda ter cumprido o objetivo de "vir fazer o melhor" e que não está "atrás das medalhas" em Londres, admitindo o "sentimento de trabalho realizado" e fazendo questão em lembrar que não é um profissional, como a maioria dos atiradores presentes.
"Eu tenho consciência das minhas possibilidades e quando digo isto comparo com os outros atletas que estão ali no pódio e que dedicam a sua vida ao tiro. Tenho uma profissão e, dedicando-me ao tiro aos fins-de-semana, nas horas vagas ou quando sou requisitado para isso, é irreal sonhar com a mesma prestação que aqueles profissionais", explicou.
Apesar do sétimo lugar, João Costa melhorou em relação à prestação em Sydney'2000, quando totalizou 679,4 pontos contra os 682,3 de Londres'2012 (583 da qualificação, mais 99,3 da final).
O título olímpico foi para o sul-coreano Jongoh Jin, medalha de prata em Pequim'2008, com 688,2 pontos, tendo os restantes lugares do pódio pertencido ao italiano Luca Tesconi, com 685,8, e ao sérvio Andrija Zlatic, com 685,2. O campeão olímpico de 2008, o chinês Wei Pang, foi quarto, com 683,7 pontos.
Apesar de falhar o objetivo de chegar a um galardão olímpico, João Costa não perdeu a boa disposição e nas primeiras declarações após a prova confessou: "Sinto-me com fome, porque ainda não almocei. Já são quatro da tarde e ainda vou comer alguma coisa. Estava focado com o meu desempenho e nem sentia fome".