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Esteve nos 1 500 metros em Atlanta’1996 e só agora regressa, muito por culpa de lesões inoportunas...
RECORD – Esteve nos Jogos Olímpicos de Atlanta’1996, como corredor de 1.500 metros. Como os recorda?
LUÍS FEITEIRA – Jogos Olímpicos são sempre Jogos Olímpicos, um evento diferente de todos os outros, sejam eles Mundiais ou Europeus. Marcam a carreira de um atleta e o seu ambiente é incomparável. Não consigo encontrar nada de semelhante. Estão lá os melhores atletas de quase todas as modalidades, podemos conviver de perto com campeões que só vemos, normalmente, na televisão.
R – Tinha apenas 23 anos quando esteve em Atlanta e esperava certamente ter estado nos Jogos seguintes…
LF – Não tive sorte. Antes dos Jogos de 2000, estive lesionado no tendão de Aquiles, um problema que aliás nunca desapareceu totalmente. Foi o resultado de demasiado treino em pista, com sapatos de bicos. No ano seguinte fiz os mínimos para o Mundial de Edmonton e baixei três vezes os mínimos que haviam sido pedidos para os Jogos do ano anterior. Em 2004, voltei a lesionar-me, dessa vez uma pubalgia. Claro que a preparação para uns Jogos é sempre encarada de uma forma ainda mais séria que para uns Mundiais ou Europeus, vai-se ao limite. E as lesões surgem mais facilmente… Este ano não foi diferente e voltei a lesionar-me…
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