Edi Maia: «Quero ir aos Jogos já com mínimo A»
Para garantir a presença na final olímpica deve precisar de saltar 5,65...
O varista bateu o recorde nacional de pista coberta este inverno (com5,64metros) mas pretende melhorar agora o de ar livre(5,66),bem como passar os 5,72 antes deste verão. Para garantir a presença na final olímpica deve precisar de saltar 5,65.
RECORD – Aquando dos Jogos de 2008, já era campeão nacional e tinha como melhor 5,31metros. Já se imaginava em Londres’ 2012?
EDIMAIA – Sim. Aliás, esperava, se tudo corresse bem, chegar ao mínimo olímpico B (5,60). Não foi possível...
R – Quando começou a dar nas vistas no atletismo afirmou que gostava de “agarrar na mota e ir curtir”. Ainda é assim?
EM – É algo que não se perde. De vez em quando gosto de espairecer e de sair com alguns amigos motards. Mas só o faço de vez em quando, falta-me tempo. Treino duas vezes por dia e só descanso ao sábado à tarde e ao domingo, quando não há provas.
R– Na época passada esteve 4 meses sem o seu treinador de sempre, Raposo Borges. Como ultrapassou esse período?
EM – Foi muito complicado. Tinha de “ver” e “sentir” o que estava mal, sem qualquer ajuda. Nunca parei de treinar, mas poderia ter progredido mais.
R – Este inverno conseguiu 5,64, recorde nacional de pista coberta. Antes de começar a época pensava que seria possível ultrapassar os 5,60 que tinha no verão passado?
EM – Sim, o objetivo era mesmo bater o recorde (5,62). Ainda cheguei a temer, quando caí desamparado numa prova, em janeiro, que ficasse com mazelas difíceis de recuperar. Mas acabei por ter sorte.
R –Qual a meta para este verão, em termos de marca?
EM – O grande objetivo é o recorde nacional (5,66) e, depois, conseguir o mínimo olímpico A(5,72). Não quero que digam que vou aos Jogos apenas com o mínimo B.
R – Para quando as varas novas? Quanto custam?
EM – Estão a chegar. Agora, com mínimo para integrar a preparação olímpica (Prepol), já tenho direito a elas. As que possuía já tinham entre 16 e 20 anos, vieram de França e não eram novas quando o Sporting as entregou ao antigo atleta João André. Uma vara custa 1.500 euros mas as novas – e serão dez – virão dos Estados Unidos a um preço muito especial. Espero que não tardem, pois ainda terei que me habituar a elas.
R – E para quando as primeiras competições da época de pista?
EM–No início demaio, estarei em dois meetings no Brasil. Depois, o facto de ter sido o 16.º mundial do ano na pista coberta deve abrir-me algumas portas para outras provas.
R – Não tem sido feliz nas últimas grandes competições – no Europeu de 2010 partiu a vara e ficou-se pelos 5,10; no Mundial de 2011 as varas só chegaram no dia da prova e não se chegou a qualificar. Como será em Londres, sabendo-se que o apuramento para a final, há quatro anos, foi conseguido a 5,65?
EM– O objetivo de sempre é ir à final e, se tudo correr bem, espero chegar lá com uma marca superior a esses 5,65. Depois, é dar tudo por tudo naquela que será a competição mais importante da minha vida. _
QUEM É
Nome: EDI Silva MAIA
Nascimento: Setúbal, 10/11/1987, 24 anos
Altura e peso: 1,88 m e 85 kg
Clubes: GD Independente de Setúbal (até 2007) e Sporting (desde 2008)
Treinadores: Vítor Duarte, Raposo Borges (desde 2003)
Recordes nacionais: Recordista absoluto de pista coberta (5,64) e de Sub-23 de ar livre (5,40), em 2012; recordista de pista coberta (5,33) em 2009; ex-recordista nacional júnior de ar livre (4,95)
Internacionalizações: Campeonato do Mundo de 2011 (n/cl.); Campeonato da Europa de 2010 (26.º q – 5,10); Campeonato da Europa de pista coberta de 2011 (16.º q – 5,20); Campeonato da Europa de Sub-23 de 2009 (18.º q – 5,20); Campeonato Ibero-Americano de 2010 (3.º - 5,30); Europeu de Seleções de 2008 – 1.ª Liga (6.º - 5,10), 2009 – Superliga (10.º - 5,35), 2010 – 1.ª Liga (2.º - 5,40) e 2011 – Superliga (9.º - 5,20)